Bastidores de Brasília: Notícias do Poder com o jornalista José Marcelo

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Aécioporto

Um empresário que acompanhou a entrevista do senador Aécio Neves (PSDB) após debate na Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo, reclamou da recusa do candidato a presidente em falar do documento elaborado pela assessoria, em que o senador admite o “uso eventual” da pista para pousos e decolagens construída em terras do tio-avô do ex-governador, enquanto ele exercia o mandato em Minas. Segundo o empresário, que pediu para ter a identidade preservada, a recusa do tucano acende uma luz amarela entre os investidores, que, segundo ele, estão num mato sem cachorro, sem saber para onde correr.

De orelha em pé

Enquanto o senador e presidenciável Aécio Neves fica sob ataque, os articulares e estrategistas de campanha da presidente Dilma Rousseff ficam de orelha em pé, observado como Aécio Neves reage diante de cada assunto mais sensível ou constrangedor. Com base nisso vão direcionar não só a campanha à reeleição de Dilma Rousseff, mas também os ataques à imagem do senador, já alvo de alguns dossiês petistas, segundo confidenciou um parlamentar do partido.

E a candidata a vice-presidente, Marina Silva, companheira de chapa de Eduardo Campos (PSB), não gostou de saber que o dono da primeira casa inaugurada como comitê de campanha, em São Paulo, esperava receber “unzinho” por ceder o imóvel
E a candidata a vice-presidente, Marina Silva, companheira de chapa de Eduardo Campos (PSB), não gostou de saber que o dono da primeira casa inaugurada como comitê de campanha, em São Paulo, esperava receber “unzinho” por ceder o imóvel

Cara de tacho

E a candidata a vice-presidente, Marina Silva, companheira de chapa de Eduardo Campos (PSB), não gostou de saber que o dono da primeira casa inaugurada como comitê de campanha, em São Paulo, esperava receber “unzinho” por ceder o imóvel. Marina levou para a campanha de Campos a mesma estratégia que adotou em 2010, quando os apoiadores dela transformavam a própria casa em comitê. Diante da situação, a candidata cobrou da equipe uma relação mais transparente com o eleitorado, na hora de fechar o acordo.

Perfil do eleitor 1

Os estrategistas das campanhas dos candidatos que disputam o Palácio do Planalto estão debruçados sobre o relatório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que traça um perfil do eleitor brasileiro. Os números que mostram um crescimento do eleitorado em 5,19% também mostram dados que podem direcionar as estratégias de discurso e até o público a quem o candidato vai se dirigir. Na avaliação de um cientista político, de um dos mais importantes institutos de consultoria de Brasília, numa primeira leitura, a candidatura tucana é que tem mais a perder e a candidatura do PSB é a que tem mais a ganhar.

Perfil do eleitor 2

A pesquisa mostra que o número de eleitores jovens com voto facultativo caiu de 2.391.352 em 2010 para 1.638.751 este ano, ou seja: menos adolescentes fizeram os títulos. Ruim para a candidatura tucana, segundo o cientista político, porque seria o eleitor mais fácil de se encantar pela candidatura de Aécio Neves. O senador, além de ser oposição, tem perfil mais jovem, mais próximo desse eleitor que não acompanhou e não conhece outro governo. É justamente esse eleitor que faz parte de uma geração que gosta mais de novidade.

Perfil do eleitor 3

A candidatura mais beneficiada seria a do PSB de Eduardo Campos e Marina Silva porque a pesquisa mostra que a maior parte do eleitorado, 74.459.424 ou 52,13% do total, é formada por mulheres, que poderão se identificar mais com o jeito Marina de fazer política. Para a candidatura petista, segundo o cientista político, não haveria grande impacto. O diferencial pode ser como cada candidato vai tratar desses diferentes perfis. Daí o empenho dos estrategistas em dar sentido aos números

Tá difícil

Já foi dito aqui neste espaço que a situação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, não é das mais confortáveis. E ficou ainda pior, depois que ele publicou uma portaria reduzindo a lista de isenções para turistas trazerem mercadorias compradas no exterior. O problema é que Mantega não combinou com ninguém e irritou todo mundo. Até a presidente Dilma Rousseff perdeu a paciência. Justo ela, que sempre o manteve no cargo por causa da passividade dele. Uma fonte do Planalto disse que reeleita ou não, Dilma se livrará do ministro assim que a eleição passar. Claro, o ministro teve de revogar o documento. Mas a pisada na bola estava feita.

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