Bastidores de Brasília: Notícias do Poder com o jornalista José Marcelo

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E não é que o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu um jeitinho de faturar politicamente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) durante a discussão de Lei da Palmada? E olha que ele nem pertence à comissão. Bolsonaro, é candidato a presidente da República e deu as caras e os pitacos minutos antes da chegada da apresentadora Xuxa, apoiadora da causa. Como sempre, o deputado chamou a atenção pelas posições ultraconservadoras que têm garantido a reeleição dele, ao longo dos anos. Claro que o deputado é contra a chamada lei da palmada. Ele diz que, se aprovada, a medida vai criar a “ditadura dos baixinhos”.

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Xuxa apoia a Lei da Palmada, que proíbe pais de dar palmadas corretivas nos filhos

A propósito, como sempre, por onde anda a apresentadora provoca alvoroço. Não apenas servidores, mas vários parlamentares tentaram se aproximar da apresentadora para pedir autógrafos e tirar fotos. Em ano eleitoral, vale tudo.

Ainda o Bolsonaro

Está nas posições ultraconservadoras a chave das sucessivas reeleições de Bolsonaro. Assim como o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), ele faz um discurso que agrada a uma grande parcela da população que não tem outro representante. Por isso, os dois nadam de braçada nas urnas. Em uma recente declaração, por exemplo, Bolsonaro disse que se for eleito presidente vai colocar um general no comando do Ministério da Educação. É que ele ficou irritado com a cartilha do MEC que defende o respeito aos homossexuais. Chamou de kit gay. E disse acreditar piamente que a cartilha estimula as experiências homossexuais entre crianças.

Candidato holográfico

O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, figura controversa da política nacional e que chegou a renunciar ao cargo de senador para não ser investigado, não quer largar o osso. Com a saúde debilitada, submetido diariamente a sessões de hemodiálise, ele deve se lançar a deputado distrital. O cargo é equivalente a uma mistura de vereador e deputado estadual e só existe no DF. Só que Roriz não teria condições de subir em palanques e sair para abraçar eleitores. A solução que os estrategistas estão tentando? Criar um holograma do ex-governador para levar aos comícios. Mesmo sem saber se poderá assumir um virtual mandato, os aliados acreditam que Roriz puxaria votos para a legenda.

Henrique Meirelles atua como presidente do conselho da holding que controla o Frigorífico JBS, que detêm a marca Friboi
Henrique Meirelles vice de Aécio Neves? Será?

Demora na definição

Começa a preocupar alguns setores tucanos essa demora para definir o nome do candidato a vice de Aécio Neves. Bastou uma crítica do ex-diretor do Banco Central, Henrique Meirelles, à presidente Dilma, para o senador mineiro se alvoroçar e querer convidá-lo para compor a chapa. O problema é que, mesmo se quisesse, Meirelles não poderia aceitar o convite. Ele é filiado ao PSD, que já fechou com Dilma Rousseff.

Feira no STF

Recém-saído da presidência do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, achou um jeito peculiar de classificar o salão branco, onde os ministros recebem convidados e conversam com advogados que defendem causa no STF: feira livre. Foi no intervalo do Jogo do Poder, que gravei com ele na semana passada. O ministro não explicou o porquê do termo, mas disse que se recusa a atender advogados no salão branco. Prefere receber no gabinete, mesmo. É mais reservado.

Imigrantes espanhóis

Foi também no Jogo do Poder que o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de La Cámara defendeu a mudança na legislação brasileira, para permitir que os imigrantes possam permanecer mais tempo trabalhando no Brasil. É que em função da crise europeia, o Brasil se tornou a tábua de salvação principalmente de engenheiros desempregados daquele país, em busca de uma oportunidade de trabalho. É que nosso mercado está aquecido e nossas universidades não conseguem atender à demanda. Situação bem diferente do que foi verificado entre 2007 e 2012 quando a Espanha simplesmente barrava a entrada de brasileiros, que eram humilhados tentando entrar no país europeu.

Justificativa

O embaixador Manuel de La Cámara disse que se tratavam de funcionários excessivamente rigorosos e despreparados para lidar com os turistas brasileiros. Então tá.

Registro

O embaixador é a simpatia em pessoa e disse que sonha em ver a final da Copa sendo disputada pelas seleções Brasileira e Espanhola.

 

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