Coluna de Quadrinhos – Da Vinci ganha destaque em HQ

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Em 15 de abril de 1452 numa aldeia de Vinci, na Toscana, nascia um dos artistas mais célebres da história da arte. Foram 67 anos dedicados não só às artes, mas também à investigação científica, à engenharia, à arquitetura e às invenções. Sua história agora ganha os quadrinhos no álbum biográfico Leonardo da Vinci, com roteiro de Mirella Spinelli e desenhos de Andréa Vilela. Este título nacional da Editora Nemo inaugura a coleção Mestres da Arte em Quadrinhos, que apresenta a obra e a vida de personagens de destaque na história da arte.

leonardo da vinci
A obra, narrada na primeira pessoa, perpassa toda a trajetória de vida do artista, desde seu nascimento, seus primeiros anos de vida, sua trajetória nas artes, até sua morte em 1519

A obra, narrada na primeira pessoa, perpassa toda a trajetória de vida do artista, desde seu nascimento, seus primeiros anos de vida, sua trajetória nas artes, até sua morte em 1519. Leonardo sempre foi um homem observador, que descobriu com seu tio Francesco o amor pelos grandes espaços abertos e a curiosidade pelos mistérios da natureza. Com um grande mestre italiano, Verrocchio, aprendeu o ofício que alavancou sua carreira artística, num dos maiores ateliês de Florença.

O grande pintor vivia uma vida tranquila, sem muitas preocupações, porém assumiu muito cedo a responsabilidade de se tornar mestre e participar da realização da grande obra de Verrocchio, o Batismo de Cristo. Quando completou 24 anos, ao ser injustamente acusado por um crime, mudou-se para Milão. Lá, realizou trabalhos magníficos e dedicou-se aos escritos de suas ideias e pesquisas. Leonardo possuía costumes incomuns, como uma técnica de escrita invertida, que dificultava a leitura de seus textos por outras pessoas, e inusitadas técnicas de pintura, utilizadas para a produção de obras célebres, como sua versão de A Santa Ceia.

Após retornar a Florença, trabalhou ao lado de Michelangelo Buonarrotti, com quem tinha sérias diferenças artísticas e pessoais. Foi na tão querida Florença que Leonardo pintou Lisa Gherardini, a Mona Lisa, sua obra mais conhecida e o quadro mais reproduzido da história. Já enfermo e velho, o homem que sempre procurou ser generoso e amável com as pessoas termina sua jornada na França, ficando sob os cuidados do rei Francisco I.

Mergulhada no mundo das artes, esta HQ faz uma viagem no tempo, rememorando os grandes feitos de um artista até hoje exaltado. Ao final, o leitor encontra uma galeria com reproduções das principais obras presentes no álbum. Os amantes das HQs e os apaixonados pela história da arte terão entretenimento e informação na medida certa nesse lançamento da Editora Nemo.

Autoras

Mirella Spinelli é mineira de São João del-Rei. Formou-se em Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG e deu continuidade à sua constante curiosidade por meio de muita leitura e da busca de todas as fontes de informação que surgissem. Fez pós-graduação em Arte Contemporânea pela PUC Minas e em História da Cultura e da Arte pela UFMG. Além de ilustradora e artista plástica, escreve livros de arte e foi professora de ensino superior de Desenho e de Teoria da Cor.

Andréa Vilela cresceu em Belo Horizonte em uma família numerosa. Formou-se em Desenho pela Escola de Belas Artes da UFMG e passou a exercer a profissão de ilustradora. Trabalhou no jornal Estado de Minas, ilustrou para revistas e publicou diversos livros, tendo sido premiada por suas ilustrações. Tem ainda doutorado em Literatura Brasileira pela Faculdade de Letras da UFMG. Além de artista plástica e ilustradora, é professora universitária e leciona disciplinas de Desenho e Ilustração.

Dica

jim morrisonJim Morrison – O Rei Lagarto

2013

Editora V&R

Luciano Saracino

A HQ traz pouco mais de 50 páginas ilustradas pelo desenhista argentino Quique Alcatena. O traço do “hermano” é simples, mas funciona muito bem. A trama acompanha de maneira muito breve a vida do astro do rock. O roteiro de Luciano Saracino vai direto ao ponto, pegando grandes momentos da vida de Jim Morrioson, como quando e como conheceu Pamela Courson, Janis Joplin. Seus discursos inflamados, seu erotismo, sua prisão.

Francisco Costa é jornalista e fã de quadrinhos – [email protected]

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