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Cora Coralina: patrimônio dos amantes da poesia

10, março, 2012
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Ana viveu durante 45 anos no estado de São Paulo com o marido

Cora Coralina, avessa ao moldes, superior à mera forma; fez poesia simples, pura e verdadeira, capaz de deixar caído de amores nobres já enaltecidos pela sutileza de um coração de poeta. Carlos Drummond de Andrade que o diga! Sobre a poesia de Cora, Drummond disse admirado: “É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia.”

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Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, maior nome feminino da literatura goiana, foi uma mulher forte e, ao mesmo tempo, sensível às belezas sutis do dia-a-dia, da vida interiorana, do amor, da sua condição de mulher e mãe.

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O gosto pelas palavras? Esse veio de forma natural e espontânea. Mesmo tendo cursado apenas o primário (o equivalente ao segundo ano do ensino fundamental), aos 14 anos já escrevia seus primeiros contos e poemas. O primeiro publicado foi o conto de nome Tragédia na Roça, inserido no Anuário Histórico Geográfico e Descritivo do estado de Goiás.

Ana viveu durante 45 anos no estado de São Paulo com o marido, o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem teve seis filhos e aos quais se dedicou devotamente. Aos 50 anos, relatou uma profunda transformação que chamou de “perda do medo”. Ana ficaria ali, dando lugar a Cora Coralina, pseudônimo escolhido pela escritora muitos anos antes. Viúva, voltou a morar em sua terra natal em 1956.

Seu dom de alimentar com doçura, a alma e o corpo das pessoas, encontrou uma fonte transbordante nas singularidades do estado de Goiás. O retorno ao lar aguçou a sensibilidade de Cora, que lançou seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, no ano de 1965, já aos 76 anos de idade. Esse seria o primeiro de diversos livros lançados pela autora, sendo eles de poesias, de contos e infantis.

A admiração pela obra de Cora surgiu tardia, porém, para se tornar eterna. Em 1982, recebeu o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e, no ano seguinte foi eleita intelectual do ano, sendo contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores.

Sua casa na histórica Cidade de Goiás, onde viveu a maior parte da vida, é hoje um museu que reconta sua vida e obra. Se viva, Cora teria completado 120 anos no último dia 20 de agosto.

Poesias, versos e frases de Cora:
_______________________________________________________________
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
_______________________________________________________________

“O que importa na vida não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.”
_______________________________________________________________

“Estamos todos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”.
_______________________________________________________________

“Não morre aquele
que deixou na terra
a melodia de seu cântico
na música de seus versos.”
_______________________________________________________________
Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
_______________________________________________________________

Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina (Outubro, 1981)
Brunna Duarte

Tags: Brunna DuarteCarlos Drummond de AndradeCora Coralina
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