Edney é acusado de feminicídio contra a empresária Regiane Pires da Silva (Foto: reprodução/divulgação)

Feminicídio em Anápolis: Acusado vai a júri popular na próxima 2ª feira

O Fórum da Comarca de Anápolis vai sediar o júri popular de Edney Pereira dos Santos na próxima 2ª feira (15).

Julgamento será presidido pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende.

O juízo do suspeito estava pauta de julgamento desta 4ª feira (10), mas foi adiado em 5 dias, após uma liminar da defesa.

Edney é acusado de feminicídio contra a empresária Regiane Pires da Silva.

O crime aconteceu no dia 28 de março de 2024 e chocou a cidade.

Vítima foi atacada na loja em que administrava, no Bairro Jundiaí.

Histórico do caso

Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), o relacionamento entre Regiane e Edney era marcado por episódios de violência física e verbal.

Em outubro de 2023, a empresária solicitou uma medida protetiva de urgência, que determinava o afastamento do então marido.

No início de 2024, Regiane entrou com pedido de divórcio.

No entanto, de acordo com a acusação, Edney não aceitava o fim do relacionamento nem a divisão dos bens do casal, que incluíam 2 lojas de peças automotivas: a SO SS Picup e a SS Stilo Peças, onde ocorreu o crime.

Na data  do feminicídio, por volta das 13h, o réu teria descumprido a ordem judicial e invadido a loja de sua ex-esposa.

🔐 Vídeo – feminicidio-anapolis de Folha Z

Testemunhas relataram que ele cumprimentou os funcionários antes de ir até o escritório de Regiane.

Lá, iniciou uma discussão, agrediu a empresária com um tapa no rosto e, em seguida, atirou contra ela, que morreu ainda no local.

A denúncia aponta que, após o disparo, Edney saiu da loja e retornou segundos depois para se certificar de que Regiane estava morta, demonstrando frieza na execução do crime.

Prisão preventiva

O acusado está preso desde 29 de março de 2024, após ser localizado pela Polícia Civil.

No mesmo dia, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada.

Mais de 30 anos de prisão

O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que a motivação estaria ligada ao pedido de divórcio e à disputa pela divisão de bens do casal.

A acusação também enquadra o ato como feminicídio, qualificando o homicídio por ter sido praticado contra uma mulher em contexto de violência doméstica e familiar.

Caso seja condenado, Edney poderá pegar pena superior a 30 anos de prisão, dependendo do entendimento dos jurados quanto às qualificadoras apresentadas pela acusação.

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