Empresas envolvidas na Lava Jato devem ser “sanadas”, diz ministro

Na opinião de Cardozo, os corruptos devem ser punidos, mas a economia não pode ser “atingida” (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)
Na opinião de Cardozo, os corruptos devem ser punidos, mas a economia não pode ser “atingida” (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu que as empresas acusadas de pagar propinas aos diretores da Petrobras para conseguir contratos com a companhia sejam “sanadas” para não prejudicar a economia do país. Na opinião de Cardozo, os corruptos devem ser punidos, mas a economia não pode ser “atingida”.

Diversos dirigentes de empreiteiras foram presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Cardozo foi questionado sobre as grandes obras, atualmente tocadas por essas empresas, e a chance de serem paralisadas, em decorrência das denúncias de corrupção.

“É fundamental que quem praticou atos ilícitos seja punido. Mas ao mesmo tempo temos que fazer com que a economia do país não seja atingida. Acho que esse é um grande desafio. É necessário, primeiro, punir com provas. Não podemos, a partir de suposições, ilações ou indício, tirar conclusões definitivas. Mas, havendo a demonstração de ilícitos, que se puna. Mas temos que ter uma política que também favoreça às empresas, [de modo a que] sejam sanadas, como acontece em todo o mundo”, disse o ministro.

Segundo ele, o Brasil tem legislação que permite fazer esse saneamento, ao mesmo tempo em que garante a punição dos envolvidos. Para o ministro, operações que expõem a corrupção – como a Lava Jato – também têm grande efeito “conscientizador” na sociedade, que faz com que as pessoas reajam contra os erros de agentes públicos.

(Agência Brasil)

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