Mudanças de gestão e o contexto de incertezas permanecem em curso enquanto a prefeitura busca restabelecer o atendimento (Foto: Reprodução/Fundahc)

Goiânia antecipa mudança na gestão de maternidades após colapso de serviços

A rede pública materno-infantil de Goiânia enfrenta uma situação crítica desde 2024, com reflexos em estrutura, atendimento e gestão.

A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável pela administração das 3 principais maternidades de Goiânia: Dona Íris, Nascer Cidadão e Célia Câmara – afirma que enfrenta graves déficits financeiros, com dívidas que ultrapassam dezenas de milhões.

Desde julho, as maternidades de Goiânia enfrentam suspensão de atendimentos e falta de anestesiologistas.

Na última semana, a Maternidade Nascer Cidadão comunicou a interrupção temporária de serviços.

Convênios 

A Prefeitura informou que encerrará os convênios com a Fundahc em 29 de agosto e repassará a gestão para três organizações sociais — Patris (MT), Sociedade Beneficente São José (SP) e Associação Hospital Beneficente do Brasil (SP) — por meio de contratos emergenciais no valor de R$ 38 milhões pelos próximos três meses.

Essas dívidas causaram suspensão de atendimentos eletivos, como consultas, exames, cirurgias e partos normais, mantendo apenas serviços de urgência e emergência em funcionamento.

Nesse contexto, a prefeitura firmou, neste mês, contratos emergenciais com três organizações sociais (OSs) para assumir a gestão das unidades.

Além disso, denúncias levantadas por servidores descrevem falta de insumos, atrasos salariais, pressão para que trabalhadores abram mão de direitos em troca de demissões e reestruturação das equipes pelas novas OS.

Reunião 

Em resposta, a vereadora Aava Santiago convocou uma reunião emergencial com trabalhadores da área para discutir providências.

Encontro foi realizada nesta 2ª feira (20) , na Câmara de Goiânia.

Vereadora Aava Santiago convocou uma reunião emergencial com trabalhadores da área para discutir providências (Foto: Wildes Barbosa)

Outro caso relatado envolve a maternidade Dona Íris, em que uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho apontou pressão para entrega de chaves antes de conclusão dos trâmites de transição entre gestões.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por sua vez, considera o processo organizado e em andamento, com comissões oficiais sendo responsáveis por coordenar a transição.

As mudanças de gestão e o contexto de incertezas permanecem em curso enquanto a prefeitura busca restabelecer o atendimento normal nas maternidades da capital.

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