Pedro Chaves é atual chefe de gabinete da vice-governadoria | Foto: Senado

Entendimento jurídico leva Pedro Chaves a trocar MDB pelo PSD

Regra aplicada em 2022 volta a influenciar articulações para as eleições de 2026


O chefe de gabinete da vice-governadoria, Pedro Chaves, deixou o MDB e se filiou ao PSD para permanecer como 1º suplente do senador Vanderlan Cardoso, que é pré-candidato à reeleição.

A mudança ocorre em meio a interpretações jurídicas sobre a composição de chapas ao Senado.

De acordo com apuração da Folha Z, os advogados eleitoralistas Henrique Neves e Márcio Moraes apontam que, em cenários com múltiplas candidaturas ao Senado, a tendência é que o suplente esteja filiado ao mesmo partido do titular.

Segundo os juristas, na ausência de coligação específica para o cargo, a chapa deve ser formada integralmente por integrantes de uma mesma legenda.

Pedro Chaves tomou posse no Senado durante um período | Foto: Divulgação / Senado

Delegado Waldir

Márcio Moraes afirmou que o entendimento considera consulta apresentada pelo ex-deputado Delegado Waldir.

Ele também mencionou a existência de nova consulta sobre o tema, sem deliberação que altere essa interpretação.

Henrique Neves, por sua vez, indicou que, quando há candidatura isolada ao Senado, os integrantes da chapa, titular e suplentes, devem estar vinculados ao mesmo partido.

Precedente

Nas eleições de 2022, candidaturas ao Senado na base do governador Ronaldo Caiado, como Alexandre Baldy (PP), Vilmar Rocha (PSD) e Delegado Waldir (União Brasil), tiveram suplentes filiados aos mesmos partidos.

Para 2026, são citados como pré-candidatos ao Senado na base do vice-governador Daniel Vilela:

  • Alexandre Baldy (PP)
  • Gracinha Caiado (União Brasil)
  • Vanderlan Cardoso (PSD)
  • Zacharias Calil (MDB)

Até o momento, Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil manifestaram intenção de definir previamente os nomes para a suplência.

Vanderlan pretende repetir a composição adotada em 2018.

Já Zacharias Calil filiou o vice-presidente da OAB, Thalys Jayme, ao MDB, seguindo o mesmo entendimento jurídico.

Ficha partidária de Pedro Chaves | Foto: Reprodução / TSE

Entenda a regra

  • Em caso de candidatura isolada ao Senado, a chapa tende a ser formada por integrantes do mesmo partido.
  • O entendimento é baseado em consultas já analisadas na Justiça Eleitoral.
  • A regra busca evitar questionamentos jurídicos sobre a validade da chapa.
  • Situações com mais de duas candidaturas ao Senado reforçam essa interpretação.

Sem coligação, Gracinha, Vanderlan e Zacharias terão que indicar suplentes do próprio partido

Deixe um comentário

Carregando Próxima Matéria...
Mais Popular
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...