Filho de Valério Luiz lembra o pai nas redes sociais; “a raiz do poder é ter aliados, e os assassinos tinham vários”

Valério Luiz de Oliveira foi morto em 5 de julho de 2012, na porta da rádio em que trabalhava | Foto: Reprodução
Valério Luiz de Oliveira foi morto em 5 de julho de 2012, na porta da rádio em que trabalhava | Foto: Reprodução

Na próxima terça-feira (5) completa quatro anos do assassinato do cronista e jornalista esportivo Valério Luiz, morto na porta da Rádio Bandeirantes 820 no dia 5 de julho de 2012. Amigos e familiares do jornalista farão uma caminhada para lembrar o caso e pedir justiça.

A concentração da passeata será na Praça Cívica, a partir das oito horas. O roteiro inclui volta na Praça, que depois seguirá para o Bosque dos Buritis e então deve ir até a Avenida Assis Chateaubriand e a Praça da Tamandaré, retornando em seguida para a Praça Cívica.

“Nosso compromisso é o de conseguir justiça”, explicou o filho do cronista, Valério Luiz Filho. Quem quiser participar da caminha está convidado, disse Valério Filho, mesmo que não haja um convite ou evento em nenhuma rede social.

Este ano não terá uma audiência pública depois da caminhada, ao contrário do ano passado. O pai de Valério Luiz, o deputado estadual Manoel de Oliveira (PSDB), o Mané de Oliveira, promoveu a audiência pedindo justiça pela morte do filho. Desta vez, o familiares e amigos lembrarão do caso apenas com o percurso.

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“O mal se infiltra no Estado”

“A raiz do poder é ter aliados, e os assassinos tinham vários, que foram sistematicamente acionados à medida que avançávamos. Tivemos que enfrentar advogados, policiais, juízes, um delegado e até profissionais da imprensa. Aos poucos vi como o mal se infiltra no Estado e na sociedade organizada”, disse Valério Filho em postagem no Facebook.

Pedido de agravo

O processo segue em análise de recursos da defesa apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília (DF). Como a decisão do ministro do STJ Felix Fischer é monocrática, a defesa dos acusados do homicídio do cronista entraram com pedido de agravo regimental para que todos os ministros do Superior Tribunal de Justiça analisem os recursos apresentados pelos advogados.

Segundo Valério Luiz Filho, assim que o pleno do STJ analisar o agravo, o caso deve seguir para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso a defesa dos acusados apresente novos recursos depois de uma decisão contrária dos ministros do Superior Tribunal de Justiça.

Leia abaixo o post que Valério Luiz Filho fez em homenagem ao pai no Facebook:

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