Kowalsky Ribeiro, atual procurador-geral da Câmara de Goiânia | Foto: divulgação
Kowalsky Ribeiro, atual procurador-geral da Câmara de Goiânia | Foto: divulgação

Crise, arma e processo: Kowalsky volta ao cargo na Câmara de Goiânia

A crise passou, mas as feridas seguem abertas no Legislativo de Goiânia.

Em meio a um processo administrativo ainda sem conclusão e após um dos episódios mais tensos da história recente da Casa, Kowalsky Ribeiro está de volta ao comando da Procuradoria-Geral da Câmara.

A nomeação foi oficializada pelo presidente Romário Policarpo (PRD) e será publicada nesta 4ª feira (18) em portaria interna.

A decisão escancara o peso da relação de confiança entre os 2, algo que Policarpo nunca fez questão de esconder.

Ele já havia declarado à Folha Z que, tão logo a mesa diretora entendesse que era o momento certo, as portas estariam abertas para o retorno de Kowalsky.

A volta, no entanto, ocorre sem que tenha sido finalizado o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investiga justamente o episódio que levou ao afastamento do procurador.

Questionada, a Câmara confirma: o PAD segue em andamento, sem prazo para conclusão, e só será tornado público após encerrado.

Kowalsky e Sério Dornelles

O episódio que abriu essa crise aconteceu pouco mais de 60 dias atrás, quando câmeras de segurança registraram Kowalsky Ribeiro armado na Câmara e se dirigindo ao chefe de gabinete do vereador Sargento Novandir (MDB), Sérgio Dornelles.

A cena refletiu o ápice de uma escalada de tensões internas.

O clima pesou a tal ponto que o vereador Novandir, alegando se sentir ameaçado, chegou a usar colete à prova de balas em plenário e apresentou uma série de registros policiais contra o procurador.

Defesa de Kowalsky Ribeiro

Kowalsky, por sua vez, rebateu as acusações, afirmando que estava armado para garantir a própria segurança, justamente por temer a equipe do vereador.

Na época, a exoneração foi apresentada como decisão pessoal, com o argumento de preservar a transparência das apurações internas.

“Enfrentarei as acusações com firmeza e dentro da legalidade”, declarou em carta entregue à mesa diretora.

Agora, 2 meses depois, a recondução sem a conclusão do processo interno reacende discussões nos bastidores da Câmara sobre os critérios de gestão, alinhamento político e blindagem de aliados.


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