
Rodrigo Augusto
Ana Paula Rezende, filha do ex-governador de Goiás, ex-senador e ex-prefeito de Goiânia, sabe que “político sem mandato é escorpião sem ferrão”.
O ditado popular interiorano é antigo, mas se aplica muito bem aos dias atuais.
Dos bastidores da política, ela conhece muito, pois aprendeu ao lado do pai e da mãe, Dona Iris.
Por isso, entendeu que é preciso entrar no jogo não apenas como coadjuvante, mas com disposição para assumir postos ocupados por protagonistas.
No tabuleiro político, os holofotes estão voltados para quem tem mandato.
São essas figuras que, predominantemente, também movimentam as peças.
Para muitos, ela demorou a se colocar à disposição das urnas.
Mesmo pertencendo a uma família com peso político em Goiás, Ana Paula, de fato, demonstrou interesse em disputar mandato apenas entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Ana Paula aprendeu muito com os pais sobre política | Foto: Maycon Cardoso
Sinalizou a intenção de lançar pré-candidatura ao Senado pela base governista.
Não conseguiu espaço no grupo, que tem como nome ao governo Daniel Vilela, do MDB, partido ao qual Iris sempre esteve filiado ao longo de décadas, entre vitórias e derrotas.
Agiu rápido ao perceber que, naquele momento, não seria aproveitada pelo comando do Palácio das Esmeraldas.
De quebra, deixou o MDB, legenda que o pai sempre defendeu, e desembarcou no Partido Liberal (PL).
Foi convidada e aceitou ser pré-candidata a vice-governadora pela oposição, em chapa encabeçada, se confirmada a candidatura, pelo senador Wilder Morais.
Não se pode esquecer que, em 2024, Ana Paula foi convidada por Caiado para disputar a Prefeitura de Goiânia.
Naquele momento, porém, segundo ela, ainda sentia a ausência de sua “maior inspiração”, que deixou não apenas a família, mas também um legado político que, para muitos, segue sendo o maior de Goiás até os dias atuais.
Passados os primeiros anos da perda do pai, sua inspiração política e “grande amigo”, Ana Paula entendeu a importância de se colocar à disposição do eleitor goiano.
Vale repetir:
Ana Paula sabe que “político sem mandato é escorpião sem ferrão”.
Além disso, muito provavelmente calculou os riscos de se tornar, ao longo das próximas décadas, apenas uma peça decorativa dentro do MDB.
Escolheu seguir o sonho e defender o legado do pai e da mãe, sabendo que, sem mandato, seria provavelmente lembrada apenas como a filha do casal.
Se acertou ou errou, inclusive na escolha do novo partido e grupo político, apenas o tempo e as urnas irão responder.
“Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.”
Encerro este breve texto com palavras de Cora Coralina, poetisa goiana que, assim como Iris, também inspira gerações.
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