Ex-presidente está internado desde o dia 13 no Hospital DF Star, em Brasília, tratando um quadro de pneumonia bacteriana
O ex-presidente Jair Bolsonaro terá de cumprir uma série de restrições durante o período de prisão domiciliar concedida nesta terça-feira (24) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Restrições durante a prisão domiciliar de Bolsonaro
A decisão determina monitoramento por tornozeleira eletrônica, proibição de visitas,com exceção de familiares, médicos e advogados, e veto ao uso de celular ou acesso às redes sociais.
Pelas regras impostas, Bolsonaro também não poderá produzir ou divulgar conteúdos para a internet, nem mesmo por intermédio de terceiros.
Além disso, o ministro proibiu a realização de acampamentos, manifestações ou qualquer tipo de aglomeração de apoiadores em um raio de até 1 quilômetro da residência do ex-presidente, localizada no Condomínio Solar de Brasília.
Para garantir o cumprimento da medida, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança do local e fiscalizar o entorno da casa.

Ex-presidente está internado desde o dia 13 no Hospital DF Star, em Brasília, tratando um quadro de pneumonia bacteriana | Foto: Reprodução
A prisão domiciliar foi concedida após Moraes avaliar o estado de saúde do ex-presidente. Bolsonaro, de 71 anos, está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13, onde se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Segundo o ministro, apesar de o presídio ter condições de prestar atendimento médico adequado, o ambiente domiciliar é mais indicado para a recuperação de idosos com quadro de broncopneumonia.
A medida começará a valer após a alta hospitalar e terá duração inicial de 90 dias. Ao fim desse período, o STF poderá reavaliar a situação e determinar nova perícia médica para decidir sobre a manutenção da domiciliar.
Condenação
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado e cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. Antes da condenação, ele chegou a ser preso após tentar violar a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial.