Adriano Rocha Lima e Fátima Gavioli terão de deixar cargos no governo até o início de julho

Adriano Rocha Lima e Fátima Gavioli | Foto: Reprodução

Movimento inclui ainda Pedro Chaves e Rafael Soares, que ocupam funções estratégicas no governo e na Alego


Quando deixaram secretarias estratégicas no governo de Goiás, muita gente imaginou que Adriano da Rocha Lima e Fátima Gavioli, ambos do PSD, tinham encerrado suas passagens pelo Palácio Pedro Ludovico.

Mas a saída foi apenas parcial.

Atenção: Ao copiar material produzido pela Folha Z, favor citar os créditos ao site. Bom jornalismo dá trabalho!

Os 2 continuam no governo, em cargos de assessoramento.

Agora, se quiserem disputar as eleições de 2026, terão que deixar esses postos até 4 de julho.

Secretaria-Geral de Governo

Adriano, que comandava a Secretaria-Geral de Governo e hoje é citado como possível nome para compor chapa majoritária na vice de Daniel Vilela, foi realocado para uma assessoria especial na Secretaria de Estado da Administração (Sead).

Secretaria de Educação

Fátima Gavioli, que deixou a Secretaria de Educação para construir sua pré-candidatura à Câmara Federal, fez movimento semelhante e também permaneceu na estrutura estadual.

Quanto Adriano e Fátima recebem hoje – salário bruto?

Adriano da Rocha Lima
▪️R$ 30.281,47

Fátima Gavioli
▪️ R$ 10.672,49

Pedro Chaves e Rafael Soares | Foto: Reprodução

Pedro Chaves também terá que decidir

Outro nome que entrou no radar é Pedro Chaves (PSD), atual chefe de gabinete da vice-governadoria.

Ele articula para seguir como 1º suplente do senador Vanderlan Cardoso e, para isso, também terá de cumprir o prazo legal de desincompatibilização.

Hoje, Pedro segue no cargo com salário bruto de:

▪️ R$ 18.680,51

Rafael Soares pode entrar no jogo

Na Assembleia Legislativa, o chefe de gabinete da presidência, Rafael Soares (União Brasil), também observa o cenário.

Nos bastidores, a possibilidade de candidatura à Câmara Federal ganhou força caso o presidente da Casa, Bruno Peixoto, seja escolhido para compor como vice de Daniel Vilela.

Rafael precisa deixar o cargo até o início de julho, prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. A definição da chapa majoritária, no entanto, deve ocorrer apenas em agosto, durante as convenções.

A expectativa é de que ele deixe a função dentro do prazo legal e aguarde as definições para avaliar uma eventual disputa de mandato.

Atualmente, sua remuneração é de:

▪️ R$ 12 mil, entre salário e gratificação.

O prazo da desincompatibilização

A legislação eleitoral estabelece prazos diferentes de saída do cargo, conforme a função exercida na administração pública.

Prazos principais

  • Até abril: para quem ocupa cargos com poder de decisão sobre orçamento e gestão direta de recursos (ordenador de despesa).

  • Até 04 de julho: para cargos de assessoria, chefia e funções administrativas sem gestão direta de orçamento.

Exemplos de cargos

Saída até abril:

  • Secretários de Estado

  • Ordenadores de despesa

  • Dirigentes com assinatura de empenho e gestão de orçamento

Saída até 04 de julho:

  • Assessores especiais

  • Chefes de gabinete

  • Funções comissionadas sem poder de decisão financeira direta

Na prática, o prazo define o limite legal para permanência no cargo antes da disputa eleitoral de 2026.

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