
Levantamento foi feito pela Folha de São Paulo
O presidente Lula (PT) ampliou os gastos com propaganda no 1º semestre de 2026 e já supera os gastos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível.
Conforme dados divulgados pela Folha de São Paulo nesta 3ª feira (30), entre janeiro e junho, Lula já empemnhou R$ 520 milhões com ações publicitárias.
Durante o mesmo período do último ano de Bolsonaro, o liberal tinha encaminhado R$ 213,5 milhões.
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Em anos eleitorais, a propaganda oficial fica concentrada principalmente no 1º semestre porque a lei determina suspensão da publicidade institucional durante o período conhecido como defeso, que neste ano começa em 4 de julho.
Após o período, estão liberadas apenas casos excepcionais, como campanhas que a Justiça Eleitoral reconhece como de “grave e urgente necessidade pública”.
A legislação também impõe limites de verba que os governos podem empenhar durante o 1º semestre.
A cifra é calculada a partir dos valores empenhados nos 3 anos anteriores com diversos tipos de ações de comunicação, incluindo a Secom.
As propagandas do governo federal já são alvo de disputa na Justiça comum e na Justiça eleitoral.
O PL, do senador Flávio Bolsonaro (RJ), protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a suspensão imediata de peças veiculadas pelo governo
A ação cita campanhas do Novo PAC, do Plano Brasil Soberano, da COP30, da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e do fim da escala 6×1, veiculadas na peça “Tempo com a Família”.
Segundo o questionamento feito pelo PL, o governo federal teria ultrapassado o teto legal de gastos com publicidade institucional.
De acordo com os questionamentos feitos pelo partido, os gastos somariam R$ 785 milhões até 18 de junho, cerca de 30% acima do teto permitido para o período, de R$ 618 milhões.
À Folha de São Paulo, o Governo Federal afirmou que segue os limites de despesas estabelecidos por lei.
“Eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização”, disse a Secom.






