
Proposta depende de negociações com dirigentes e grupos políticos de diferentes estados
A possível federação entre MDB e PSD enfrenta desafio que vai além de Goiás: conciliar interesses políticos divergentes pelo Brasil.
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Alguns exemplos ajudam a dimensionar a complexidade:
A divisão também aparece dentro do próprio MDB.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, o partido reúne diretórios com posições diferentes sobre o 2º turno presidencial, entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e setores favoráveis a Lula (PT).
Em Goiás, o cenário é diferente.
Caiado e Daniel caminharam juntos no 1º turno e anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro no 2º.
Em entrevista coletiva nesta 5ª feira (22), Caiado demonstrou otimismo com a proposta. “
Tenho conversado, conversei com o Kassab. Se for da nossa parte, está mais do que fechado”, afirmou, em referência ao presidente nacional do PSD.

O presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, coordena a legenda em todo o Brasil | Foto: Divulgação
Do lado emedebista, Daniel Vilela começou a discutir o tema com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB.
Entretanto, a articulação enfrenta resistência nacional.
Segundo apuração do PlatôBR, lideranças das duas legendas consideram improvável a união.
No PSD, deputados influentes avaliam que a federação pode provocar disputas regionais, dificultando o avanço da proposta.
O principal obstáculo, portanto, está na dificuldade de conciliar os interesses regionais e as diferentes estratégias políticas de MDB e PSD em todo o país.
A articulação iniciada em Goiás depende de um entendimento que vá além das lideranças estaduais e convença as duas legendas nacionalmente.

Baleia Rossi, presidente Nacional do MDB, comanda e articula a legenda por todo País | Foto: Divulgação
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