

Há momentos em que o jornalismo deixa de observar uma notícia de longe e passa a vivê-la dentro de casa.
Foi o que aconteceu comigo.
Minha esposa deixou hospital particular e foi para o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) para tratar uma condição renal que exigia cirurgia complexa: uma recidiva de estenose de JUP (junção ureteropélvica), no mesmo local de um procedimento anterior.
A escolha não ocorreu apenas pelo fato de o HMAP ser público.
Foi, sobretudo, decisão baseada na confiança na estrutura, na equipe médica e na qualidade do atendimento.
Como acompanhante, pude observar de perto uma rotina que, sinceramente, me surpreendeu.
A enfermagem mantém acompanhamento frequente, com passagens ao longo das 24 horas.
A medicação segue os horários e os exames são realizados com agilidade.
Além disso, as informações do paciente ficam digitalizadas e podem ser acompanhadas pela equipe médica por meio de tablet.
A estrutura também merece registro.
Os quartos têm ar-condicionado e televisão, acomodam no máximo 2 pacientes e possuem estrutura semelhante à de um apartamento.
Para o acompanhante, há poltrona confortável e cobertor.

Unidade fica localizado na avenida V-5, Cidade Vera Cruz | Foto: Divulgação
E há um detalhe que parece pequeno, mas diz muito sobre a experiência de quem passa dias dentro de um hospital: a alimentação.
Eu sou péssimo para comer em hospital.
Não me sinto confortável com comida hospitalar.
No HMAP, porém, o acompanhante tem direito a café da manhã, almoço e jantar.
E, pasmem, a comida é boa.
Eu repetia no almoço e na janta.
Até antes da cirurgia há cuidado com o protocolo.
Minha esposa recebeu sabonete específico para o banho pré-operatório, com ação antisséptica.
A segurança também é rigorosa.
O controle de acesso impede a entrada de pessoas não autorizadas, o que aumenta a sensação de proteção dentro da unidade.
Em cirurgia renal complexa, como a que minha esposa enfrentou, esses detalhes deixam de ser detalhes.
Eles passam a fazer parte da confiança que a família precisa ter no hospital.
É por isso que o ranking IntelLat 2026 chamou minha atenção.
O HMAP – Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado ficou em 52º lugar entre 105 hospitais e clínicas da América Latina e em 5º entre os hospitais públicos do Brasil.
É também o único hospital de Goiás no levantamento.
O ranking considera segurança, resultados clínicos, eficiência, gestão, tecnologia e experiência do paciente.
Para mim, os números confirmam uma experiência que vivi de perto.
Um resultado que merece ser observado
Na minha avaliação, o desempenho do HMAP mostra que a qualidade na saúde pública pode ser percebida na prática por quem depende do SUS.
O hospital é uma das principais estruturas de saúde de Aparecida na gestão do prefeito Leandro Vilela, e os resultados ajudam a dimensionar sua importância para o município.

No meu caso, porém, a discussão deixou de ser apenas sobre números.
O HMAP foi uma escolha da minha família em um momento em que precisávamos confiar.
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