
Com apoio do prefeito Sandro Mabel e portões abertos, Pecuária mantém perfil gratuito pelo 2º ano consecutivo

A Prefeitura de Goiânia deve aplicar cerca de R$ 8,9 milhões na Pecuária 2026, além de mobilizar saúde, trânsito, limpeza urbana, segurança e fiscalização para garantir a realização da festa.
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Com esse nível de participação pública, o debate deixa de ser apenas sobre entretenimento e passa a envolver uso de dinheiro público e contrapartida para a população.
Quando um evento recebe forte participação estatal, manter os portões abertos deixa de ser gesto político.
Passa a ser obrigação administrativa.
Afinal, qual seria a justificativa para limitar o acesso de uma população que já financia parte da estrutura por meio dos impostos?
A entrada solidária cria contrapartida social e evita desgaste para a prefeitura.
Sem isso, a gestão poderia enfrentar questionamentos sobre o uso de recursos públicos em uma festa acessível apenas para quem consegue pagar pelos shows.
A Pecuária de Goiânia 2026 deve reunir cerca de 600 mil pessoas e movimentar aproximadamente R$ 100 milhões durante os 11 dias de programação.
O impacto econômico é relevante, mas junto dele vem também a responsabilidade pública.
Quando o prefeito Sandro Mabel coloca quase R$ 9 milhões em um evento, além de toda a estrutura pública da cidade, acesso popular não pode ser tratado como favor da gestão ou ação de marketing institucional.
Precisa ser entendido como consequência natural do uso do dinheiro público.
E talvez seja exatamente esse o principal acerto da decisão: compreender que, diante do tamanho da participação do município na festa, manter os portões abertos não é apenas escolha política.
É coerência com o próprio discurso de interesse público.






