Convocação de 39 GCMs à paisana na Câmara de Goiânia exige esclarecimentos

Galeria da sessão estava lotada | Foto: Divulgação

A convocação de 39 servidores da Guarda Civil Metropolitana para atuar na 1ª sessão ordinária de 2026 da Câmara de Goiânia levanta questionamentos que ainda não foram esclarecidos oficialmente.

Atenção: Ao copiar material produzido pela Folha Z, favor citar os créditos ao site. Bom jornalismo dá trabalho!

A determinação partiu do presidente-comandante da Agência da Guarda Civil Metropolitana (AGCM), Gustavo Toledo da Silva Lima.

O documento estabelece que os agentes deveriam comparecer às 7h, em traje civil, para ocupar as galerias do plenário no dia 25 de fevereiro.

A assinatura eletrônica foi registrada pelo chefe de gabinete da presidência da corporação (Rogério de Jesus Silva) no dia 23, às 19h48.

CONFIRA a convocação AQUI

Segundo apuração da Folha Z junto a guardas convocados, a orientação era para que os agentes se misturassem aos manifestantes presentes na galeria.

O documento, porém, não detalha qual seria a função específica dos servidores durante a sessão.

Sandro Mabel

Outro ponto relevante: o ato administrativo não menciona qualquer ameaça formal ao prefeito Sandro Mabel, à gestão municipal ou ao Poder Legislativo que justificasse a mobilização preventiva de agentes à paisana.

A sessão foi marcada por clima de tensão, com presença de manifestantes da área da saúde, cartazes, balões e vaias direcionadas à base governista.

Coronel Cláudia representou o Executivo | Foto: Divulgação

Coronel Cláudia

A participação do prefeito era esperada, mas ele não compareceu, sendo representado pela vice-prefeita, Coronel Cláudia.

A Guarda Civil tem como atribuição proteger bens e instalações públicas, e a Câmara é um desses espaços.

No entanto, quando agentes são mobilizados sem farda e orientados a se misturar a manifestantes, é legítimo questionar qual foi o critério técnico adotado.

Houve relatório de risco?
Qual protocolo embasou a decisão?
A medida foi preventiva ou política?

Sem respostas claras, o episódio deixa dúvidas sobre transparência e proporcionalidade da ação.

Comandante Toledo | Foto: Reprodução / Redes sociais

Procurado pela reportagem da Folha Z, o comandante da AGCM, Gustavo Toledo, afirmou que a convocação é normal e condiz com as atividades inerentes a administração pública.

O que está claro, e o que não está

✔️ Está claro

  • 39 agentes foram convocados

  • Comparecimento determinado em traje civil

  • Presença na galeria da Câmara

  • Sessão teve protestos e clima tenso

❓ Ainda não está claro

  • Qual foi a função específica dos agentes

  • Se houve avaliação formal de risco

  • Qual protocolo justificou a atuação à paisana


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