Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM
Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM

No dia 22 de setembro de 2019, o soldado da Polícia Militar Walisson Miranda Costa, de 28 anos, foi morto com um único tiro fatal na cabeça.

De lá para cá já se passou 1 ano. E a polícia ainda não ofereceu uma conclusão para o caso.

A princípio nas mãos do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida, a apuração foi transferida para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia no final de 2019.

À época, a troca foi justificada pela complexidade do caso, que exigia a estrutura de uma delegacia estadual.

Depois disso, uma equipe de policiais passou a trabalhar exclusivamente para solucionar a morte do soldado.

Mas até hoje não há informação sobre suspeitos ou possíveis motivações para o crime.

Inquérito do Caso Walisson foi transferido para a Delegacia Estadual de Homicídios de Goiânia (DIH) | Foto: Montagem / Folha Z
Inquérito do Caso Walisson foi transferido para a Delegacia Estadual de Homicídios de Goiânia (DIH) | Foto: Montagem / Folha Z

A Folha Z acompanha o caso de perto desde o início.

Ao longo dos últimos meses, inclusive, a reportagem solicitou à assessoria de comunicação da Polícia Civil em diversas oportunidades um retorno sobre o andamento do caso, sem sucesso.

Segundo o órgão, a investigação está “avançada”, mas novas informações não poderiam ser prestadas, sob o risco de embaraços para o andamento dos trabalhos.

Com o sigilo, as escassas atualizações sobre a apuração são obtidas fora dos microfones.

Novidade do caso

Segundo o levantamento da reportagem, o inquérito já tem milhares de páginas e inclui imagens de câmeras de segurança que cobrem mais de 10 km da região onde Walisson foi baleado, na Avenida União, Setor Garavelo, em Aparecida.

Informações divulgadas agora revelam que parte da apuração foi realizada fora do Estado, mas a localização exata da diligência não foi revelada.

Até o momento, mais de 60 testemunhas foram ouvidas no inquérito.

Entre as apreensões estão várias armas e munições possivelmente ligadas ao ocorrido.

Por fim, uma Chevrolet S10 que teria sido usado pelo autor dos disparos também está sob análise pericial.

PC realizou reconstituição da morte de Walisson | Foto: Divulgação / Polícia Científica de Goiás
PC realizou reconstituição da morte de Walisson | Foto: Divulgação/Polícia Científica

Reconstituição do crime

No início de outubro, a Polícia Civil realizou a reconstituição do caso no local.

A simulação durou 2h30, com a participação de 6 peritos e membros da Polícia Técnico-Científica e dos 3 militares que estavam na viatura quando Walisson foi baleado.

No trabalho, foram simuladas a trajetória da bala disparada pelo autor e a reação dos policiais, que teriam dado um tiro contra o veículo agressor.

O relato de uma testemunha, que afirmou ter ouvido o disparo, foi fundamental para a reconstituição.

Reconstituição do crime | Foto: Reprodução/PC-GO
Reconstituição do crime | Foto: Divulgação/Polícia Científica

Google e Apple

Além disso, de acordo com uma fonte da Secretaria de Segurança Pública, ligações telefônicas dos celulares dos policiais que estavam com ele no momento também foram periciadas, com autorização da Justiça.

Até mesmo informações sobre o patrimônio e as movimentações financeiras do soldado assassinado foram coletadas.

A PC chegou a pedir autorizações do Google e da Apple para obter mais dados sobre o militar.

Nada de irregular foi encontrado, afastando assim a suspeita de que Walisson teria sido morto por envolvimento com atividades ilícitas.

Família de Walisson se reuniu em frente à CPE na manhã do dia 23 de novembro | Foto: Divulgação
Família de Walisson se reuniu em frente à CPE na manhã do dia 23 de novembro | Foto: Divulgação

Família

Em busca de justiça, a família do soldado realizou protestos e até ofereceu recompensas em dinheiro para quem ajudasse a solucionar o crime.

1 ano depois, segue sem resposta.

Relembre

Walisson Miranda da Costa foi morto no dia 22 de setembro de 2019 dentro de uma viatura descaracterizada com um tiro na cabeça.

De acordo com informações da Delegacia de Estado de Investigação de Homicídios (DIH), uma caminhonete S10 preta emparelhou do lado direito do veículo em que estavam os policiais.

No momento, eles reduziram a velocidade para passar por um quebra-molas na Avenida União.

Foi então que o atirador teria efetuado um disparo, que atingiu o sargento Fábio Marques de raspão, no ombro, e a cabeça do soldado Walisson.

Na sequência, um dos policiais também teria disparado, em revide, na direção da caminhonete, que saiu em disparada.

Investigação da PC procura autor e motivação para o assassinato do soldado Walisson, ocorrido em setembro de 2019 | Foto: Wigor Vieira
Investigação da PC procura autor e motivação para o assassinato do soldado Walisson, ocorrido em setembro de 2019 | Foto: Wigor Vieira

Os policiais, então, se deslocaram para a UPA Buriti Sereno, onde o sargento baleado de raspão foi atendido.

Já Walisson foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por cirurgia, mas não sobreviveu.

Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM
Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM

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