
Do desaparecimento à descoberta do corpo: investigação revelou detalhes do caso que chocou Aparecida
Conhecida no Maranhão como “Loira do Crime”, Maria Caroline Almeida Coelho foi condenada a 17 anos e 6 meses de prisão pelo latrocínio do auditor fiscal de Aparecida de Goiânia Lindomar Modesto de Souza, desaparecido em julho de 2023.
O julgamento ocorreu em agosto de 2026, no Tribunal do Júri de Aparecida de Goiânia.
O processo já transitou em julgado, o que significa que não cabe mais recurso contra a condenação.
A Folha Z procurou a defesa de Maria Caroline e aguarda retorno.

Lindomar Modesto de Souza, trabalhava e morava em Aparecida de Goiânia | Foto: Redes Sociais
O desaparecimento de Lindomar ganhou novos contornos durante as investigações.
O corpo do auditor fiscal foi localizado enterrado a aproximadamente 1,5 metro de profundidade e concretado no quintal da casa onde Maria Caroline morava.
O imóvel fica no Conjunto Planície, na região leste de Aparecida de Goiânia, e foi apontado pelas investigações como o local onde o crime aconteceu.
A partir da localização do corpo, a polícia avançou na reconstrução dos últimos momentos de Lindomar e na identificação das pessoas que teriam participado da ação.

‘Loira do Crime’ atraiu auditor fiscal de Aparecida para própria residência antes de homicídio. Imagens dos bombeiros
A investigação contou também com a participação da Polícia Civil do Tocantins, que auxiliou no esclarecimento do desaparecimento e na identificação dos envolvidos.
Durante as diligências, os policiais localizaram o Jeep Renegade pertencente a Lindomar abandonado no Maranhão.
Além disso, imagens da travessia de uma balsa registraram 3 pessoas utilizando o veículo.
As informações foram repassadas à Polícia Civil de Goiás e contribuíram para o avanço das investigações.
Posteriormente, Maria Caroline foi localizada e presa em São Luís, no Maranhão.

Jeep Renegade em que Lindomar foi visto | Foto: Reprodução
Além de Maria Caroline, Dilleno Vieira da Silva foi apontado pela investigação como participante do crime.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito já foi concluído.
Dilleno, entretanto, continua foragido da Justiça.
Maria Caroline e Dilleno teriam morado juntos na residência onde o corpo de Lindomar foi encontrado.
De acordo com a investigação, Maria Caroline teria planejado o assassinato e atraído o auditor fiscal até o local do crime.
A polícia também apontou a participação de Dilleno na execução da ação.

Relembre o caso do auditor fiscal de Aparecida
Vítima: Lindomar Modesto de Souza, auditor fiscal de tributos de Aparecida de Goiânia.
Desaparecimento: julho de 2023.
Local do crime: Conjunto Planície, na região leste de Aparecida.
Prisão: Maria Caroline foi presa no início de agosto de 2023.
Investigações: após a prisão, a polícia avançou na localização do corpo e na identificação dos envolvidos.
Família: parentes cobraram respostas e levantaram a possibilidade de participação de outras pessoas no crime.

Maria Carolina Almeida, 25 anos, conhecida como ‘Loira do Crime’ | Foto: Divulgação
Familiares suspeitaram da participação de um comparsa no crime
Em conversa anterior com a Folha Z, uma familiar de Lindomar relatou que vizinhos teriam contado à polícia ter ouvido gritos de um homem na residência no dia do crime.
Além disso, a perícia apontou traumatismo craniano como causa da morte do auditor fiscal.
Para os familiares, esses elementos levantavam a possibilidade de participação de outras pessoas no assassinato. A suspeita também considerava a dificuldade de transportar o corpo e abrir uma cova no quintal da residência.
Com a condenação de Maria Caroline, o processo relacionado à acusada chegou ao fim na Justiça. Já Dilleno Vieira da Silva permanece na condição de foragido.
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