Assessor diz não saber se o vereador saiu do local do acidente que matou motociclista

O vereador Paulo Borges estava dentro do veículo que sofreu um acidente no último sábado (9) | Foto: Reprodução / TV Anhanguera
O vereador Paulo Borges e seu assessor estavam dentro do veículo que sofreu um acidente no último sábado (9) | Foto: Reprodução / TV Anhanguera

Carlos Roberto Barbosa, assessor do vereador Paulo Borges (PR), prestou depoimento nesta segunda-feira (18). Os dois se envolveram em um acidente que matou o jovem de 20 anos Bruno Alexandre Gonzaga. De acordo com a Polícia Civil, o assessor diz não se recordar se o vereador permaneceu no local depois da batida.

“Ele disse que viu o vereador sair do carro, mas estava meio confuso e não soube dizer se ele permaneceu ou não no local. O motorista afirmou ainda que só se recorda de um policial pedindo para ele ficar calmo e aguardar o socorro que já estava chegando”, disse a responsável pelo caso, a delegada Nilda Andrade.

O acidente aconteceu no último dia 9 de julho, no Setor Marista, na capital. O VW Voyage pertencente à Sedetec, fez uma conversão proibida e foi atingido pela moto de Bruno, que morreu no local. Carlos Roberto deve ser indiciado por homicídio culposo e, se condenado, pode pegar até quatro anos de prisão.

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Contradição

Segundo Nilda, o depoimento do assessor mostrou apenas uma contradição em relação ao do vereador. O motorista afirma que os dois iam para a casa do parlamentar, no Setor Marista. Paulo Borges, no entanto, disse que os três estavam a caminho do Mercado da 74, no Setor Central, para discutir sobre um projeto da secretaria.

A discordância, contudo, não muda o curso da investigação. A delegada afirma que ainda precisa da conclusão dos laudos periciais para indiciar ou não os dois por omissão de socorro.

Marcelo Di Rezende, advogado do vereador, declarou que seu cliente continuou no local e prestou sim socorro ao motociclista. Paulo Borges teria subido ao seu apartamento para tomar um medicamento e depois retornou ao local.

“Quando houve a batida, o condutor ficou atordoado e pela posição do carro, não dava para ver se ele ficou na rua ou entrou no prédio”, disse Marcelo.

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