Suspeita de racismo. Bispo transfere padre e gera protestos

Segundo o padre Wilson, que estava na matriz há dois anos, ele tem sofrido racismo por parte dos fiéis desde que chegou à cidade
Segundo o padre Wilson, que estava na matriz há dois anos, ele tem sofrido racismo por parte dos fiéis desde que chegou à cidade

Moradores da Adamantina, cidade de 35 mil habitantes a 600 km de São Paulo, protestam contra o bispo da Diocese de Marília, dom Luiz Antonio Cipolini. No último domingo, 7, alguns habitantes do município se revoltaram com a decisão do bispo em transferir o padre Wilson Luís Ramos, primeiro negro à frente do igreja matriz da cidade.

O caso

Segundo o padre Wilson, que estava na matriz há dois anos, ele tem sofrido racismo por parte dos fiéis desde que chegou à cidade. Alguns fiéis levaram queixas ao bispo, dentre elas reclamando que o padre atrasava em terminar a missa.

A cidade ficou dividida com a situação, pois muitos protestaram para manter Wilson. Estes, inclusive pegam assinaturas para manter o padre e mudar a decisão do bispo. Dom Luiz justificou utilizando a passagem bíblica que diz: “Se uma casa se dividir contra si mesma não conseguirá manter-se firme”.

Para os defensores do padre, o bispo está omisso a postura racista de alguns fieis e dividindo a igreja. Eles dizem, ainda, que as reclamações sobre Wilson foram feitas por um grupo de fieis ricos e conservadores, que colaboravam com a igreja há 13 anos. Padre Wilson teria coloca na coordenação, no lugar deste fieis, um grupo de jovens, pobres e usuários de drogas. Segundo os defensores, excluídos passaram a frequentar a igreja após a chegada de padre Wilson.

Confira a manifestação dos fiéis a favor do Padre Wilson:

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