Da Escravidão ao Voto Cidadão

Ru-Rubens de Souza Fernandes é poeta (letra e musica)
Ru-Rubens de Souza Fernandes é poeta

Tumbeiros! E/ou Navios Negreiros!

Pela Raça Branca assim batizados,

Pra Raça Negra “Suprema dor! Desterro”,

Coração do branco, só cobiça! Dinheiro!

 

A bela “princesa negra!”

No meio do roseiral,

Homem branco de tocaia,

De repente, bote final!.

 

A nobre jovem esperava,

Pelo “príncipe enamorado”,

Um segundo, como fera acorrentada,

Ao lado do seu ser amado.

 

Ao mesmo tempo do outro lado,

Do rico Continente Africano,

Um jovem guerreiro andando,

Ao longo sua esposa amamentando.

Eis ali cena difícil de acreditar!,

Sua alma inflamada de “guerreiro”,

Viu a filhinha jogada sem pesar,

No chão duro do próprio terreiro.

 

Não parava de gritar!,

A sua, doce bem amada!

Pelo homem branco levada,

Em sinistra empreitada.

 

De lance em punho voava,

Querendo matar ou morrer!,

Seu valente coração guerreiro,

Acelerado fortemente a bater.

 

Quando viu- se Ardilosamente,

Em “emboscada” repentinamente,

Rolando indefeso no chão,

Mais “vitimas!!!, Mercadejadores, escravidão!”.

 

Muitos plebeus e gente nobre,

Capturados de todos os lados,

Negros Bantos e Sudaneses,

Remavam Negreiros lado a lado.

 

Enquanto negros nos porões remavam,

Sobre chibatadas e carnificinas!!!,

Imundos! “homens brancos” em cima,

As mulheres dos negros violentavam.

 

O saldo nefando da “escravidão é dantesco!!!”,

Matando muito mais de dezenas de milhões

Há uma “divida histórica” sem preço,

Contraída com Xangó! Nos porões.

 

O pior que tudo isso era só o começo,

Negros nos mercados Euro/Americanos,

Subiam vertiginosamente de preço,

Aguçando mercadejadores cada vez mais desumanos.

 

Houve “negro” desavisado e vilão,

Corrompidos pela sordidez dos mercadejadores,

Exacerbava ainda mais lancinantes dores,

Trocando por dinheiro o próprio irmão

 

Mercadeja dores somente visando,

Sempre Lucrar cada vez mais,

Separavam a todo o momento,

Os filhos de seus próprios pais.

 

A Esposa separada do Esposo Guerreiro

A Princesa do seu amado príncipe,

Si quer souberam quais são os seus paradeiro,

Conseqüência de toda sorte de acinte.

 

A título de ganhar mais dinheiro,

Pululavam singrando pelos mares,

Tumbeiros e/ou Navio Negreiros,

Cancros maiores de todos os males!.

 

Povoaram á America do Norte,

Em cima de milhões de mortes,

Igualmente no Continente Sul-Americano,

Quando aqui chegou o valente “Povo Africano!”.

 

A “Raça Negra” no Brasil também fundou,

Antigas e poderosas civilizações,

Sua força cultural entre nós perpetuou,

A estirpe dos nossos fraternos corações!

 

Em qualquer parte do mundo,

Que o negro foi obrigado a trabalhar,

O irmão branco sempre tirando!,

Com ele aprendeu à amar!.

 

Não faltaram Zumbis dos Palmares,

Exemplos heróicos de valentia,

Nem Josés dos Patrocínios contras os males,

Aos deserdados da sorte “Lei” como garantia.

 

E as “Mulheres “pelas grandezas

De “Mães de Leite” entre outros dotes!!!

Preferindo mil vezes entrega-se a morte,

A ceder ao branco corrompido de torpezas

 

O “Negro é Lindo”! Esteticamente falando,

Sua cultura milenar é dotada de “genialidade”,

É vitima histórica das vilezas e crueldade,

É fonte de amor eternamente jorrando!!!,

 

Ò!!! Advogado Astucioso Rui Barbosa queimou,

Os Arquivos Genótipos de “Nossos Ancestrais”,

Mas a “Força do Voto!!!” Na Urna o negro ganhou!

Hoje somos a “União de Cidadãos” marginais!!!

“NUNCA MAIS!!!”.

Ru-Rubens de Souza Fernandes é poeta

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