E a ficha que não cai – JOGO LIMPO com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Tiãozinho Costa
Tiãozinho Costa foi preso por envolvimento na Operação Compadrio (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)

E a ficha que não cai

Mesmo com tantas operações da Polícia Federal e do Ministério Público dominando o noticiário, ainda tem agente político que se imagina acima do bem e do mal. Um deles é o ex-deputado Tiãozinho Costa, preso desde 11 de agosto por envolvimento em supostos atos ilícitos na Agetop. Mesmo na cadeia, Tiãozinho continuou mandando seus recados e articulando viagem para os Estados Unidos. Como presente ganhou a permanência por mais tempo atrás das grades. O ex-deputado garantiu aos repórteres que sairia em pouco tempo. Os profissionais não se cansam de esperar. Sentados.

O cara na janelinha

A festa de filiação do vice governador José Eliton ao PSDB na manhã de hoje atingiu as expectativas da base aliada em quantidade e qualidade. O senador Aécio Neves e o governador Marconi Perillo fizeram o que deles era esperado: alegria, simpatia e exaltação da força tucana em Goiás e no Brasil. José Eliton, agora, pode finalmente dizer que conseguiu a sua janelinha de protagonista no ônibus governista que começa a percorrer o caminho até a sucessão estadual.

Vice-governador José Eliton (PSDB)
Vice-governador José Eliton (PSDB)

Muitos desafios

Como nem tudo são flores, o vice terá cerca de três anos para afastar as críticas sobre sua falta de carisma e de humildade com aqueles que o cercam e demonstrar que tem capacidade para aglutinar a estrutura partidária em torno do seu nome. Nos bastidores alguns assessores ressaltam que a grande prova de fogo de José Eliton se dará quando ele, efetivamente, assumir o poder em abril de 2018. A desconfiança no governo tem apelido: síndrome do Cidinho.

Funil apertado

Não deixou de ser intrigante acompanhar o ato de filiação ao PSDB de dezenas de políticos dos mais variados partidos, tendências e estilos. O quarto mandato e a hegemonia política de Marconi Perillo em Goiás desde 1998 justificam essa verdadeira salada ideológica na nave tucana. O grande desafio passa a ser encontrar espaço e holofote para tantas lideranças sem comprometer o projeto eleitoral.

Quatro por um

Já em terras oposicionistas, o que chama atenção é a força que o PMDB ainda consegue manter mesmo há tanto tempo distante do poder. A grande demonstração se configura no interesse pela presidência do diretório regional do partido. A um mês da eleição, marcada para 24 de outubro, quatro nomes se colocam na disputa: deputado federal Daniel Vilela, deputado estadual José Nelto, ex-deputado federal Sandro Mabel e ex-prefeito Nailton Oliveira.

Brilho no olhar

Todos os atos do presidente Eduardo Cunha em relação ao Governo Dilma Rousseff estão sendo acompanhados com uma lupa por seus colegas na Câmara dos Deputados. É que o aceno por mais ministérios para o PMDB afrouxou a contundência com que o parlamentar carioca se referia à presidente. “Percebemos que o Eduardo Cunha já está enxergando beleza no figurino da presidente”, alfineta um deputado do PSDB.

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