Goleiro Márcio e sua opção espinhosa

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

A identificação do profissional Márcio com o clube do bairro de Campinas continuará atormentando o seu relacionamento diário com as duas torcidas | Foto: reprodução TV Anhanguera

Certo pelo duvidoso

O experiente goleiro Márcio decidiu trocar o Atlético pelo Goiás, o certo pelo duvidoso. Ficou emocionado, agradeceu o respaldo de uma década, mas na cabeça do torcedor rubro-negro o seu maior ídolo optou por dormir com o inimigo. E não existe gratidão que apague a traição explícita, a troca direta de uma casa rival por outra. A identificação do profissional Márcio com o clube do bairro de Campinas continuará atormentando o seu relacionamento diário com as duas torcidas. Algo como se o goleiro Marcos, à época, decidisse trocar o Palmeiras pelo Corinthians.

Desafio marcado pela ousadia

Aos 35 anos, o sergipano Márcio Luiz Silva Lopes Santos Souza já pensa na aposentadoria, é óbvio, mas nem sempre o retorno financeiro pode trazer a tão almejada paz no epílogo da carreira. O novo reforço será capaz de suportar a pressão de uma torcida que, recentemente, não teve a menor paciência com um dos ídolos esmeraldinos de todos os tempos, o ex-goleiro Harlei? Márcio terá pouco tempo e muita desconfiança para contornar adversidades. Pode sair ainda mais forte do desafio ou crucificado pela ousadia. Hoje, está mais para a segunda opção.

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José Eliton comandou a coletiva de imprensa para comemorar a prisão de uma quadrilha responsável por explosões de caixas eletrônicos | Foto: Polícia Civil

Zé “Tolerância” arregou de novo

Vice-governador e secretário de Segurança Pública nas horas vagas e boas, José Eliton (ou Wellington, como queiram) comandou ontem, pela enésima vez, coletiva de imprensa para comemorar a prisão de uma quadrilha responsável por explosões de caixas eletrônicos. Nada mais justo, afinal a Polícia Civil voltou a trabalhar com agilidade e perspicácia. Entre os presentes, a pergunta era uma só: “O secretário teria a mesma desenvoltura para debater questões salariais com o sindicato da categoria no dia seguinte?”

Pior salário do país

Resposta geral: “Claro que não”. E assim aconteceu. José Eliton seguiu hoje para uma série de encontros políticos no Nordeste goiano, sua base eleitoral, enquanto o Sinpol realizava manifestação na Praça Cívica e ruas adjacentes. A pauta, como de costume, foi a realização de concurso público com salário de R$ 1,5 mil para a categoria (R$ 1,2 mil líquido) – a pior remuneração do país. O assunto é tão constrangedor para a base governista que até mesmo o lançamento do edital foi adiado. Nessa hora o famoso Zé “Tolerância” não sorri e nem pede a palavra. Fica mudo e some de Goiânia pra não ser incomodado.

Realidade da segurança

E por falar em incômodo, faltou à direção do sindicato dos policiais civis a iniciativa de estender o protesto até a Cidade de Goiás, sede oficial do Governo do Estado por três dias. Não se sabe por qual motivo, o Sinpol deixou de mostrar sua indignação ao ministro da Justiça e outros governadores, convidados de honra do tucano Marconi Perillo. Era uma oportunidade de ouro para escancarar a verdadeira face da segurança pública em Goiás.

 

 

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