Mulheres são maioria em Goiânia: são 68.804 a mais, segundo o IBGE | Foto: Pexels
Mulheres são maioria em Goiânia: são 68.804 a mais, segundo o IBGE | Foto: Pexels

Dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) apontam que Goiânia tem 55.300 mulheres a mais do que homens.

De acordo com o órgão, a população estimada da cidade em 2020 é de 1.536.097 pessoas.

Desse total, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2019 aponta que 51,8% são do sexo feminino.

Os números seguem e ampliam a tendência nacional: há mais mulheres que homens no Brasil.

Diferença visível

Para a modelo e ex-musa do Goianão Helika Rios, os números não surpreendem.

“É muito fácil perceber. Principalmente nas casas noturnas da cidade e nas academias, por exemplo”, comenta.

Para ela, nos bares, baladas e shows, é muito pequena a chance de encontrar um lugar com menos mulheres do que homens em Goiânia.

Para a modelo Helika Rios, as mulheres adoram homens que se cuidam, andam perfumados e têm bom papo | Foto: Arquivo Pessoal
Para a modelo Helika Rios, as mulheres adoram homens que se cuidam, andam perfumados e têm bom papo | Foto: Arquivo Pessoal

Já a assistente social Ana Cristina Alves também não tem dúvidas de que a capital de Goiás seja também a capital mais feminina do Brasil.

“Isso é visível nas ruas, nas escolas, em todo lugar”, diz.

Solteiras

Os resultados do último censo geral realizado pelo IBGE também indicam outra característica interessante presente em Goiás.

No Estado, 54% da população são compostos por pessoas que se declaram solteiras.

Com essas informações em mãos e um pouco de perspicácia, é óbvia a conclusão: “não tá fácil pra ninguém”.

Assistente social Ana Cristina Alves também não tem dúvidas de que a capital de Goiás seja também a capital mais feminina do Brasil | Foto: Arquivo Pessoal
Assistente social Ana Cristina Alves também não tem dúvidas de que a capital de Goiás seja também a capital mais feminina do Brasil | Foto: Arquivo Pessoal

No entanto, Helika acredita que as mulheres são bem resolvidas com o fato de serem solteiras e que estão cada vez mais independentes, o que pode assustar alguns marmanjos por aí.

Outro ponto que a modelo cita é um crescimento no número de homens que se declaram gays.

“Mas isso é consequência de uma sociedade mais tolerante e menos preconceituosa. As pessoas têm o direito de exercerem livremente sua sexualidade, assim como têm o direito de ir e vir. A liberdade não pode ser a culpada”, afirmou.

Já para Ana Cristina, não é a proporção que determina a sorte no amor e, mais do que falta de homens, o que existe mesmo é a tradicional e constante busca pela sua própria metade da laranja.

“Não acho que seja assim tão difícil, o problema maior é a compatibilidade entre as pessoas”, refletiu.

Nos bares, baladas e shows, é muito pequena a chance de encontrar um lugar com menos mulheres do que homens em Goiânia | Foto: Pexels
Nos bares, baladas e shows, é muito pequena a chance de encontrar um lugar com menos mulheres do que homens em Goiânia | Foto: Pexels

Imigrantes

Entre os 1,4 milhão de habitantes de Goiânia, 47% (mais de 614 mil) correspondem a pessoas que nasceram em outras cidades, Estados ou até mesmo países.

De acordo com o Instituto Mauro Borges (IMB), que se baseou nos mais recentes dados do IBGE, existem também estrangeiros que decidiram morar em Goiânia.

Os estrangeiros compõem aproximadamente 3.200 habitantes e a maioria veio da Europa (54%). São portugueses, espanhóis, norte-americanos (10%) e bolivianos (8%).

Até porque, afinal, que gringo não quer vir pra Goiânia com esse tanto de mulher sobrando por aqui?

Telão da Times Square, em Nova York, homenageia Aparecida


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