O circo dos ex-presidentes – JOGO LIMPO com Rodrigo Czepak

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Quando nem mesmo a experiência contribui com o país

Ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor, José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)
Ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor, José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

A situação anda tão complicada que o texto a seguir se encaixa, igualmente, nos perfis dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney, com exceção de Itamar Franco – faleceu em 2011. Ninguém sabe ao certo o que fazer com os homens que um dia comandaram os destinos da Nação. Poderiam ser reaproveitados caso a reciclagem em seres humanos os transformasse em indivíduos mais equilibrados e menos prepotentes.

Os especialistas ainda não tiveram a capacidade de criar um aterro sanitário específico para ex-presidentes da República. Enquanto isso eles continuam dominando o debate com escândalos e declarações que servem unicamente para tumultuar o ambiente político e econômico do país. Praticamente não se vê um aceno, um gesto em busca de entendimento político. Sem um manual de boas maneiras, os ex-presidentes preferem trocar acusações e defender apenas a parcela que lhes cabe no crescimento do Brasil.

Egos

Todos tiveram seus altos e baixos, até mesmo o polêmico e cassado Collor. Sarney virou sinônimo de poder – que tem desdobramentos até hoje – surfando no vácuo deixado por Tancredo Neves e na hegemonia do PMDB. FHC e Lula são os casos mais emblemáticos: seus egos, sempre inflados, impedem que um reconheça o trabalho do outro. O sociólogo e o “cara” olham para o espelho e suspiram de satisfação com o legado de ética deixado por seus governos.

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Aí o noticiário nos bombardeia com sucessivos escândalos de corrupção – entre eles o da Petrobras, o segundo no ranking mundial – mensalões, sítios, reeleições, triplex, favorecimento financeiro para amantes, filhos e auxiliares. Petistas e tucanos não se cansam de apontar o dedo quando seus telhados de vidro permanecem presos por cola de estudante.

Desconfiômetro

Os ex-presidentes bem que poderiam se transformar em cobaias para novas experiências com uma máquina de desconfiômetro. O problema é que Dilma Rousseff, num futuro próximo ou distante, também será convidada a participar da pesquisa. E a primeira mulher no comando do país faria qualquer avanço cair por terra. FHC nada viu, Lula nada sabe e Dilma sequer imagina. Sarney e Collor são legítimos cordeirinhos perto da desenvoltura desse trio.

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