“O Deus que nós servimos não é o Deus do candomblé”, diz vereadora durante votação

Rio Verde
“O Deus que nós servimos não é o Deus do candomblé”, diz vereadora durante votação | Foto: Reprodução/Instagram

Proposta recebeu 12 votos favoráveis e 5 contrários; vereadores de Rio Verde justificaram seus posicionamentos


A aprovação do reconhecimento do Terreiro de Umbanda 7 Encruzilhadas como entidade de utilidade pública acendeu intenso debate na Câmara Municipal de Rio Verde.

Na 6ª feira (12), os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 89/2026, de autoria do vereador Dieison Lima (UB), mas a votação esteve longe de ser consenso: foram 12 votos favoráveis e 5 contrários, expondo divergências no plenário.

Recepção de Wellington Carrijo a Lula rende convite para Brasília

Estratégia familiar e territorial mantém Paulo do Vale no centro do poder

Durante a sessão, parlamentares ocuparam a tribuna para defender seus posicionamentos e apresentar argumentos favoráveis e contrários à proposta.

Rio Verde

Projeto aprovado é de autoria do vereador Dieison Lima | Foto: Reprodução/Instagram

Nayara Barcelos vota contra e cita diferenças religiosas

A vereadora Nayara Barcelos votou contra o projeto.

Ao justificar sua posição, ela afirmou que respeita as religiões de matriz africana.

Contudo, destacou que possui convicções religiosas diferentes.

“O Deus que nós servimos não é o Deus do candomblé”, declarou.

Em seguida, acrescentou:

“Esse é um posicionamento cristão nessa convicção. Espiritualmente são deuses bem distintos do nosso Deus.”

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Folha Z (@folhaz)

Iran Cabral alerta para preconceito contra a comunidade espírita

Por outro lado, o vereador Iran Cabral (PL) afirmou que respeita o voto dos colegas que se posicionaram contra o projeto.

Ainda assim, fez alerta sobre a relação com a comunidade espírita.

“Depois, não vai pedir voto na comunidade espírita”, disse.

Além disso, o parlamentar ressaltou que os adeptos da religião desenvolvem ações sociais relevantes em Rio Verde.

“Eles também fazem excelente trabalho, assim como os evangélicos e os católicos. Todos somos filhos de Deus e cada um tem um caminho para chegar até Ele”, afirmou.

Gerlos de Morais defende pluralidade religiosa

O vereador Gerlos de Morais (UB) também manifestou respeito às diferentes crenças religiosas.

“Não quer dizer que votar num projeto dessa ordem significa que você cultua ou é adepto daquele tipo de religião”, afirmou.

Além disso, ele defendeu a convivência entre diferentes religiões no município.

“Na hora de pedir votos, nós não perguntamos qual é a religião das pessoas. Pedimos votos para todos. As pessoas são livres para votar ou não. Essa segregação é nociva porque traz a ideia de que apenas um está certo e os demais estão errados”, declarou.

Rio Verde

Gerlos de Morais (UB) manifestou respeito às diferentes crenças religiosas | Foto: Reprodução/Instagram

Enildo Cabral pede correção de voto em ata

O vereador Enildo Cabral (PRD) votou inicialmente a favor do projeto. No entanto, após a votação, informou que havia se equivocado no momento do registro e solicitou a correção do voto em ata.

Ao justificar o pedido, afirmou que respeita a religião e que sua manifestação não tinha o objetivo de contrariar qualquer crença religiosa.

Por fim, ressaltou que sua posição sobre o projeto era de caráter individual.

Selecione-o e pressione Ctrl + Enter.

Deixe um comentário

Matéria Anterior

Próxima Matéria

Carregando Próxima Matéria...
Siga-nos
Popular
Carregando

Entrando em 3 segundos...

Cadastrando em 3 segundos...

Todos os campos são obrigatórios.