Operação do Ministério Público deflagrada em agosto apurava irregularidades na Afipe até ser trancada pela Justiça | Foto: Divulgação
Operação do Ministério Público deflagrada em agosto apurava irregularidades na Afipe até ser trancada pela Justiça | Foto: Divulgação

Em entrevista coletiva nesta 5ª feira (8), o Ministério Público de Goiás (MP-GO) revelou que uma investigação apura o envolvimento de agentes da Polícia Civil em um suposto esquema de corrupção ligado ao caso dos hackers que extorquiram o padre Robson de Oliveira em 2017.

Esse é um trabalho paralelo à investigação sobre as suspeitas de desvios de recursos na Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe).

Segundo o promotor de Justiça Sebastião Marcos Martins, o procedimento apura a possível corrupção ocorrida entre agentes da PC que poderia ter acontecido não apenas no momento em que o padre foi extorquido.

Há também suspeitas de manipulação de dados da Polícia Civil e de extorsões cometidas por agentes contra o padre.

“É o Ministério Público investigando possível corrupção dentro da Polícia Civil”, afirmou o promotor.

A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre as informações.

MP-GO | Foto: Divulgação
MP-GO | Foto: Divulgação

Investigações trancadas

Apesar das suspeitas, as investigações foram trancadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) na última 3ª feira (6).

O trancamento foi recebido com “perplexidade” pelos promotores. Com a decisão, todas as investigações estão paralisadas.

De acordo com o promotor, porém, não houve arquivamento ou absolvição dos investigados, apenas trancamento dos Procedimentos de Investigação Criminal (PIC) instaurados no âmbito da Operação Vendilhões.

“O arquivamento ocorre quando o MP manifesta que não tem crime. Trancar é obstar, é parar a investigação. Não é absolvição, já que não teve processo. Estamos impedidos de permanecer com a investigação”, explicou.

O promotor ainda ressaltou que, apesar de discordar da decisão, respeita o que os desembargadores acordaram, mas acredita que a defesa induziu os integrantes da 1ª Câmara Criminal do TJ-GO a erro.

Segundo ele, as investigações não são pautadas apenas na destinação dos recursos que foram encaminhados por doações e não têm o objetivo único de apurar simplesmente o que foi feito com o produto destas doações, mas toda a gama de atividades que são desenvolvidas pela entidade e que interessam à sociedade.

Para recorrer da decisão, o MP já protocolou embargos de declaração com o objetivo de esclarecer melhor as questões que foram objeto da decisão proferida pelos desembargadores.

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