
A votação pessoal foi alta, mas havia uma segunda conta em jogo
Faltaram 9.792 votos para o PSB alcançar o mínimo necessário e eleger a vereadora Aava Santiago para a Câmara dos Deputados.
Atenção: Ao copiar material produzido pela Folha Z, favor citar os créditos ao site. Bom jornalismo dá trabalho!
O cálculo considera o Quociente Eleitoral (QE), o Quociente Partidário (QP) e a distribuição das sobras.
Goiás teve 3.608.899 votos válidos para deputado federal. Com 17 cadeiras em disputa, o Quociente Eleitoral foi de 212.288 votos.
O PSB somou 160.038 votos, o equivalente a um coeficiente partidário de 0,75. Com isso, não alcançou o QE para conquistar uma cadeira na 1ª etapa.
Para disputar as sobras, a legenda precisava atingir 80% do QE.
Quociente Eleitoral: 212.288 votos
80% do QE: 169.830 votos
20% do QE: 42.457 votos
Votos do PSB: 160.038
Diferença para os 80%: 9.792 votos
Aava recebeu 123.311 votos e ficou entre as candidatas mais votadas de Goiás.
Individualmente, ela superou com folga o mínimo de 20% do QE.
A votação do partido foi distribuída entre os candidatos da nominata. Nenhum dos demais candidatos superou 10 mil votos.
O segundo mais votado da legenda foi o vereador Tales de Castro, de Aparecida, com 4.564 votos

Tales de Castro durante visita à Folha Z | Fotos Vinicius Oliveira
O resultado fica mais claro quando comparado ao PL, que conquistou a última cadeira na 6ª e última rodada das sobras.
O partido recebeu 642.595 votos e conquistou 3 cadeiras na 1ª etapa.
Depois, entrou na disputa pelas sobras e alcançou média de 160.648 votos, suficiente para ficar com a vaga de Fábio Sousa.
Assim, enquanto Aava teve votação individual suficiente, o PSB não atingiu o percentual partidário necessário para entrar na disputa das sobras.
A eleição proporcional considera 1º a votação das legendas e, depois, a votação individual dos candidatos.
Deputados federais eleitos em Goiás: confira nomes e votação






