
Ex-prefeito afirma que servidores são pressionados a fazer campanha sob risco de perder o emprego
O ex-prefeito de Catalão e candidato a deputado estadual Adib Elias (MDB) denuncia supostos casos de assédio moral contra servidores comissionados do município.
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Segundo o emedebista, trabalhadores estariam sendo pressionados a participar de eventos políticos, carregar bandeiras, pedir votos e fazer campanha para um candidato a deputado estadual.
Em caso de recusa, afirma Adib, os servidores correriam o risco de perder o emprego.
O ex-prefeito também relata que já teriam ocorrido desligamentos relacionados à recusa de participação em atividades políticas.
A Folha Z, no entanto, não identificou, até o momento, decretos de exoneração relacionados às denúncias no Portal Oficial da Prefeitura de Catalão.
Segundo o ex-prefeito, os relatos incluem servidores que teriam sido desligados após recusarem participar de atividades de campanha.
Ele afirma ainda que os casos atingiriam trabalhadores com anos de atuação no serviço público.
“O que está acontecendo em Catalão ultrapassa qualquer limite eleitoral. Estamos assistindo a uma desumanização da política, algo sem precedentes na nossa cidade”, afirmou.
A Folha Z procurou a Prefeitura de Catalão, comandada pelo prefeito Velomar Rios (MDB).
Em resposta, a administração nega que tenha demitido servidores por ausência em eventos políticos ou por fazer campanha para outros candidatos.
Segundo a assessoria, alguns dos nomes citados por Adib eram auxiliares da gestão que também atuavam como coordenadores de sua campanha.
A Prefeitura afirma ainda que as atividades eleitorais ocorrem em reuniões realizadas fora dos órgãos municipais.
Além disso, segundo a administração, Velomar Rios orientou que não fossem realizadas campanhas dentro das repartições públicas e que, fora desses espaços, os servidores têm liberdade para participar das atividades políticas que desejarem.
A legislação brasileira proíbe o uso da autoridade pública para constranger alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.
Além disso, dependendo das circunstâncias e da comprovação dos fatos, condutas desse tipo podem ser analisadas pela Justiça Eleitoral como abuso de poder político ou de autoridade.
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