Amiga teme pela vida de guarda envolvida em caso de aborto, diz delegada

Duas semanas após abrir o inquérito, delegada Cybelle Tristão passou quinta e sexta-feira ouvindo testemunhas

Delegada Cybelle Tristão falou à reportagem sobre investigação de suposto aborto forçado em Aparecida | Foto: Folha Z
Delegada Cybelle Tristão falou à reportagem sobre investigação de suposto aborto forçado em Aparecida | Foto: Folha Z

Testemunha do caso de aborto relatado pelo Folha Z disse à polícia que teme pela vida da mulher.

A informação foi repassada à reportagem pela titular da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil Cybelle Tristão.

Duas semanas após abrir o inquérito, a delegada passou a última quinta, 14, e sexta, 15, ouvindo testemunhas.

Um dos depoimentos foi de uma amiga da GCM.

Temor

À delegada, a testemunha disse estar preocupada com a saúde e a vida da mulher.

Teme que ela faça “alguma besteira”.

Isso porque a guarda estaria deprimida e “agindo de maneira estranha”.

Segundo a delegada, diligências são realizadas para solucionar o caso o mais rápido possível.

Relembre o caso

Uma investigação foi aberta no dia 1º de março para apurar se uma guarda municipal foi coagida a abortar uma criança fruto de um relacionamento com um servidor da Prefeitura de Aparecida.

Em denúncia, o homem foi apontado como responsável, com a ajuda de uma terceira pessoa, por ministrar medicamentos abortivos à mulher para evitar que o envolvimento entre eles viesse à tona.

Porém, em depoimento na 2ª Delegacia Regional, a mulher negou os relatos e disse ter problemas psicológicos.

Segundo a delegada Cybelle Tristão, ela relatou que sofre de depressão e faz tratamento para dependência alcoólica.

A delegada, então, encaminhou a mulher para exames na Maternidade Marlene Teixeira e no Instituo Médico Legal.

E o resultado dos exames não apontou evidências de um aborto recente.

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