
Camila Rosa relata episódio envolvendo um homem que, segundo ela, tentou usar sua posição de poder para intimidá-la
Depois de 6 disputas eleitorais e 2 mandatos como vereadora em Aparecida de Goiânia, Camila Rosa (União Brasil) afirma que ainda enfrenta situações de assédio no ambiente político.
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Em entrevista à Folha Z, a vereadora e candidata a deputada federal relatou que já ouviu “gracinhas”, piadas e cantadas ao longo de sua trajetória.
Segundo ela, são tantos episódios que não consegue contabilizar quantas vezes passou por situações desse tipo.
“É um problema que sofremos não só na política, mas também na sociedade”, afirmou.
Camila Rosa visita Folha Z e fala sobre machismo na política e candidatura a deputada federal
Depois de 6 disputas eleitorais e 2 mandatos como vereadora em Aparecida de Goiânia, Camila Rosa (União Brasil) afirma que ainda enfrenta situações de assédio no ambiente político ao longo de toda sua trajetória. pic.twitter.com/hCgFlclTrY
— Jornal Folha Z (@FolhaZ) August 29, 2026
Camila avalia que o problema não se restringe à política.
Para ela, mulheres convivem com esse tipo de comportamento em diferentes fases e ambientes da vida, inclusive no trabalho.
“Esses homens vivem no passado. Pode ser moda na cabeça deles, mas, para as mulheres, isso não passa de um abuso, de um absurdo e de um cara chato”, declarou.
Além disso, a candidata afirma que a presença de mulheres na política não elimina comportamentos que, segundo ela, ainda fazem parte da rotina de algumas relações profissionais.
Questionada pela Folha Z sobre algum episódio específico ocorrido na política, Camila relatou situação envolvendo um homem que, segundo ela, ocupava uma posição de poder em Aparecida de Goiânia.
De acordo com a vereadora, ele teria tentado assediá-la e acreditado que a posição que ocupava poderia intimidá-la.
“Achou que isso poderia me intimidar e eu poderia sair com ele. Não aceitei, não aceito. E ele quebrou a cara, caiu do cavalo”, afirmou.
Camila também contou que ainda mantém contato eventual com o homem. Segundo ela, os dois continuam se cumprimentando quando se encontram.
“Mesmo não gostando, respondo”, relatou.
O relato de Camila Rosa coloca em discussão um problema que vai além de uma disputa eleitoral: o assédio contra mulheres dentro dos espaços de poder.
A vereadora defende que comportamentos tratados por alguns como brincadeiras ou cantadas precisam ser vistos sob a perspectiva de quem os recebe.
Para ela, a presença feminina na política também passa pelo enfrentamento de situações que podem constranger ou intimidar mulheres no exercício de suas funções.






