“Caos em Goiânia é herança deixada por iristas”

Presidente do PSDB Jovem fala sobre oposição de Iris Rezende e faz ressalva de que as dificuldades enfrentadas pelo prefeito Paulo Garcia, do PT, são heranças do antecessor. Mas não isenta o petista da responsabilidade

Johnathan prevê aumento na supremacia do PSDB em Goiás nos próximos anos (Foto: Vinicius Pontes)
Johnathan prevê aumento na supremacia do PSDB
em Goiás nos próximos anos (Foto: Vinicius Pontes)

O presidente do PSDB Jovem Metropolitano, Johnathan Ferreira, é um defensor ferrenho das políticas sociais e administrativas do seu partido para a cidade, o Estado e o país. Com 28 anos de idade, Johnathan cresceu na carente Região Noroeste de Goiânia e tem no governador Marconi Perillo um exemplo de homem público e administrador.

Segundo o presidente, a aptidão para a política manifestou-se desde cedo e foi estimulada pelos colegas, que viam uma liderança nata na sua eloquência e proatividade. Ainda no ensino médio, participou ativamente do grêmio estudantil no colégio Castelo Branco. Mais tarde, quando cursava direito na Alfa, tornou-se presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) daquela faculdade.

Marconi

A primeira filiação foi diretamente ao PSDB, motivada por um evento que marcou sua vida seis anos atrás. Foi quando o então senador Marconi Perillo recebeu um grupo de 300 estudantes que reivindicavam a instalação de um Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) na Região Noroeste. Satisfeito com a solicitude e disposição do senador, Johnathan viu nele o que seria a inspiração para o seu futuro.

“Já vejo Marconi como vice de Aécio Neves ou mesmo candidato à presidência pelo PSDB”, afirma o presidente da ala jovem do partido, cheio de convicção. Para Johnathan, os programas sociais do governador de Goiás deveriam ser modelos nacionais. Dentre eles, destaca o Bolsa Futuro, iniciativa que oferece assistência financeira a jovens que estejam se qualificando profissionalmente.

Iris e prefeitura

Para 2016, Johnathan acredita que Jayme Rincón seja um bom nome para a prefeitura da capital, mas não concorda com membros da sigla que anunciam seus candidatos antes mesmo da pré-campanha. Segundo ele, o candidato que sair das deliberações do partido terá todo o seu apoio. E ainda afirma ter uma única certeza: o PSDB precisa de um nome próprio no pleito de 2016, independente de quem seja.

Comentando sobre uma das principais figuras de oposição ao PSDB em Goiás, Johnathan acredita que “a visão social de Iris Rezende é zero”. De acordo com ele, a política de Iris sempre se baseou em quantidade de obras entregues, sem se importar com a qualidade dos resultados, o que refletiu em manutenção constante e dispendiosa de pavimentação e infraestrutura. Baseado nesse raciocínio, ele vê mais uma vitória do grupo marconista sobre o de Iris nas próximas eleições.

Paulo Garcia e PT

A respeito do mandato de Paulo Garcia à frente da prefeitura de Goiânia, Johnathan faz a ressalva de que as dificuldades enfrentadas pela atual gestão são heranças do antecessor. Mas Johnathan não isenta o petista da responsabilidade, já que, na sua visão, Paulo deveria ter consultado diversos setores da sociedade antes de tomar decisões polêmicas e autoritárias, como foi o caso do IPTU.

“O prefeito não é humilde e as intervenções no trânsito da capital foram trágicas, apesar de bem intencionadas”, diz. Johnathan compara também a administração municipal com a nacional, alegando que Garcia e Rousseff tentam governar sozinhos. Segundo ele, esses dois âmbitos precisam de mudanças para que a sociedade alcance verdadeira prosperidade social.

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