
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o pedido de apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi “inoportuno” do ponto de vista político.
Em entrevista ao Poder360, o dirigente disse que a medida poderia ter sido adotada depois da consolidação do resultado das eleições presidenciais.
A Polícia Federal apresentou o pedido apenas 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciar o resultado da eleição, em 25 de outubro.
A divulgação ocorreu às 21h09.
A representação da PF foi assinada às 21h16.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a apreensão ainda naquela noite.
Flávio foi intimado na 2ª feira (26), após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.
No dia seguinte, 27 de outubro, o senador deixou o Brasil com a família sem entregar os passaportes.

Flávio Bolsonaro | Foto: Flickr/Flávio Bolsonaro
Edinho Silva, ainda em entrevista, ressaltou que sua avaliação não questiona a legalidade da decisão de Moraes.
“Quero deixar muito clara essa distinção: estou fazendo uma avaliação política, não jurídica”, afirmou em entrevista ao Poder360.
O presidente do PT disse não conhecer os elementos que fundamentaram a decisão judicial e, por isso, não poderia questionar a necessidade da medida do ponto de vista legal.
Críticas à decisão
“Considero que talvez a decisão tenha sido inoportuna naquele momento. Penso que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis”, declarou.
Edinho também afirmou que o tempo poderá esclarecer por que a apreensão foi solicitada exatamente naquele momento.






