
Decisão ainda não é definitiva e caso segue em análise no TRE-GO, onde vereadores tentam reverter sentença de primeira instância
O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à manutenção da decisão que determinou a cassação de três vereadores do PT/Federação Brasil da Esperança em Goiânia por fraude à cota de gênero.
O caso tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) e pode provocar mudanças na composição da Câmara Municipal de Goiânia.
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Os parlamentares envolvidos no processo são:
Edward Madureira
Fabricio Rosa
Katia Maria
De acordo com o parecer, a federação teria utilizado candidaturas femininas sem participação real na disputa eleitoral apenas para atingir o percentual mínimo exigido pela legislação.
O Ministério Público apontou uma série de elementos considerados suspeitos durante a investigação. Entre eles estão:
desempenho eleitoral considerado muito baixo;
ausência de campanha nas ruas;
pouca ou nenhuma movimentação financeira;
divulgação limitada nas redes sociais;
falta de atividades concretas de busca por votos.
Além disso, depoimentos prestados durante o processo apresentaram contradições e fragilidade nas informações relacionadas às campanhas.
Segundo o entendimento do MP Eleitoral, as candidaturas investigadas não demonstraram estrutura mínima compatível com uma disputa eleitoral efetiva.
Se o TRE-GO seguir o parecer do Ministério Público e confirmar a sentença de primeira instância, os vereadores poderão perder os mandatos.
Nesse cenário, a Justiça Eleitoral também deverá anular os votos recebidos pela chapa proporcional da federação.
Depois disso, será feita uma nova contagem dos quocientes eleitoral e partidário.
A medida pode alterar a divisão das cadeiras no Legislativo de Goiânia.
A legislação brasileira obriga os partidos e federações a reservarem percentual mínimo de candidaturas femininas nas eleições proporcionais.
Nos últimos anos, porém, a Justiça Eleitoral passou a intensificar o combate às chamadas candidaturas fictícias, registradas apenas para preencher a cota de gênero.
O julgamento do recurso ainda será analisado pelo TRE de Goiás.
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