Ninguém escapa da corrupção no esporte. O número 1 do tênis admite ter sido sondado para entregar uma partida

Jogo Limpo com Rodrigo Czepak

Novak Djokovic admitiu ter sido sondado para entregar uma partida por cerca de R$ 800 mil / Foto: divulgação
Novak Djokovic admitiu ter sido sondado para entregar uma partida por cerca de R$ 800 mil / Foto: divulgação



Se você é daqueles torcedores apaixonados, independente da modalidade esportiva, comece a rever o seu conceito. Por ser mais popular, o futebol sempre esteve envolvido em escândalos de corrupção. Mas nos últimos tempos o atletismo, o voleibol e agora o tênis de quadra têm avançado muito no quesito malandragem. Basta uma investigação abrangente e isenta para detectar armação de resultados em troca de vantagens financeiras.

  Interesse sem fronteira

Foi o que aconteceu com a apuração feita pela rede britânica BBC em relação a jogos do circuito mundial de tênis. Até mesmo o atual número um Novak Djokovic admitiu ter sido sondado para entregar uma partida por cerca de R$ 800 mil. Fica difícil acreditar em idoneidade e espírito esportivo com modalidades que envolvem cifras astronômicas. O interesse das casas de apostas, dos patrocinadores e dos governantes sobre as conquistas esportivas e seus desdobramentos transforma o primeiro lugar numa fria jogada matemática.

Distância do fanatismo

E ainda tem torcedor que chora e se emociona por uma simples derrota ou um título perdido. Outros partem para a briga. Nada disso causa uma ruga de preocupação nos dirigentes do futebol, da Fórmula Um, do UFC, do vôlei, do basquete, do atletismo e por aí adiante. O mais recomendável é manter distância regulamentar do fanatismo esportivo. A sucessão de escândalos de corrupção já se aproxima perigosamente da queimada e do jogo de bete na rua. Parece brincadeira, mas não é.

 

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