
João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, trabalhava como motorista da Polícia Civil de Goiás há mais de 20 anos; suspeito confessou o crime e detalhou a motivação em depoimento
Rodrigo Augusto
Flávio Lourenço de Oliveira confessou à Polícia Civil que matou o próprio pai após divergências relacionadas a uma herança, uma caminhonete Toyota Hilux, um empréstimo via Pix de R$ 3 mil e até um colchão de molas.
A vítima, João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, trabalhava como motorista da Polícia Civil de Goiás há mais de 20 anos.
O corpo foi encontrado nesta segunda-feira (15), em uma área de mata às margens da GO-060, em Goiânia.
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A localização ocorreu após o próprio filho indicar aos investigadores onde havia abandonado o cadáver.
João estava desaparecido desde sábado (13), quando foi visto pela última vez na região do Parque Buriti, onde morava.
Em depoimento, Flávio afirmou que foi à residência do pai já armado. Segundo ele, a arma teria sido alugada de um morador de Bela Vista de Goiás.
O investigado relatou que esperava receber a caminhonete Hilux, que teria sido prometida pelo pai após o recebimento de uma herança. Além disso, ele disse ter recebido R$ 3 mil por meio de um Pix feito pela vítima.
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Outro motivo de atrito teria sido um colchão de molas que, segundo Flávio, seria doado para sua filha, neta de João.
De acordo com o depoimento, a discussão começou quando o suspeito tentou levar a caminhonete, mas o pai voltou atrás na decisão de transferir o veículo.
“Conversei com meu pai, pedi para ele fazer o PIX, ele fez. Sobre a caminhonete, nós tivemos um atrito, ele não quis ceder de jeito nenhum.
Nesse atrito, ele sentou um pouco revoltado e eu sem pensar, com ele sentado na cadeira, peguei a arma e atirei na cabeça dele”, declarou.

João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, trabalhava como motorista da Polícia Civil de Goiás há mais de 20 anos | Foto: Reprodução
Segundo a investigação, João Lourenço foi assassinado com um disparo na cabeça no sábado (13).
Após o crime, Flávio afirmou que enrolou o corpo do pai em lençóis e tapetes antes de transportá-lo até uma área de mata, onde o abandonou.
O desaparecimento mobilizou familiares e policiais até a localização do corpo na segunda-feira (15).
Além de Flávio, outras cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime.
Entre os detidos estão quatro homens e uma mulher. Um dos investigados foi liberado após pagamento de fiança.
Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos teria alugado a arma usada no homicídio e participado da ação. Outras três pessoas são investigadas por receptação da caminhonete da vítima.
Já uma sexta pessoa é suspeita de tentar esconder um dos envolvidos.
As investigações apontam que, além da caminhonete Hilux, também foram levados um notebook e cartões bancários pertencentes à vítima.
Conforme a apuração policial, o veículo, avaliado em aproximadamente R$ 90 mil, teria sido repassado por cerca de R$ 50 mil após o crime.
O delegado João Paulo Mendes afirmou que o homicídio foi planejado para possibilitar a subtração do patrimônio da vítima.
“O Flávio confessou apontando que a intenção dele era uma subtração patrimonial pretérita que seria a obtenção desse veículo. Para subtrair essa Hilux, ele acabou efetuando o disparo. Já foi tudo premeditado. Ele foi armado com um revólver calibre 38”, destacou o delegado responsável pelas investigações.






