
Do reaproveitamento de resíduos operacionais ao desenvolvimento de formulações complexas em laboratório, a distância entre uma ideia promissora e um produto pronto para o mercado exige mais do que intuição comercial.
Na pequena indústria, crescer significa resolver gargalos diários de produção, garantir estabilidade de prateleira e alcançar escala sem perder a qualidade.
É na busca por essas respostas que a pesquisa aplicada e a inovação tecnológica passam a definir o ritmo de expansão de novos negócios em Goiás.
O movimento ocorre no setor de maior peso para a economia goiana.
Em 2025, a indústria de alimentos do estado movimentou R$ 110,1 bilhões em valor de produção, reunindo cerca de 1,9 mil empresas e gerando mais de 110 mil empregos diretos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).
A dimensão do segmento já havia sido mapeada pela Pesquisa Industrial Anual do IBGE, que mostrou que a fabricação de alimentos responde por 51,9% de toda a receita líquida de vendas da indústria no estado, o equivalente a R$ 111,5 bilhões.
Se os grandes números confirmam a força da cadeia agroalimentar, na rotina de quem comanda empresas de menor porte o desafio é prático: como transformar uma produção artesanal em uma operação padronizada, eficiente e competitiva?
Essa é a trajetória que conecta a Quitanda Caliandra, em Goiânia, e a Moinho de Pedra, em Goianira.
Dirigidas por mulheres, as duas indústrias acessaram projetos de desenvolvimento tecnológico e suporte técnico do Senai e do Sebrae para superar limites operacionais, ajustar processos e conquistar novos canais de distribuição, mostrando como a tecnologia e a gestão feminina vêm reorganizando a produção de alimentos no estado.
Tecnologia e gestão feminina na indústria de alimentos

Ludmilla Silveira, fundadora da Quitanda Caliandra | Registro fotográfico de Ruber Couto
A história de Ludimila Silveira à frente da Quitanda Caliandra começou fora do ambiente industrial.
Com formação na área da saúde e experiência como técnica de enfermagem e bombeira socorrista, ela viu a rotina mudar durante a pandemia da Covid-19.
O nascimento do filho, diagnosticado com alergia a ovo, acendeu oportunidade até então fora dos seus planos profissionais.
“Eu já tinha vontade de ser vegetariana, mas faltava coragem. Coincidiu de meu filho nascer com alergia a ovo e, por conta da Covid, passei a preparar cada vez mais refeições em casa para ele. O hábito da cozinha ganhou corpo e acabou virando um negócio”, relembrou a empresária.
A iniciativa deu origem à Vaca Vegana, marca dedicada à confeitaria e itens de origem vegetal.
A resposta rápida do público evidenciou o forte potencial de consumo do mercado goiano.
“Quando lancei a Vaca, não imaginava a proporção que tomaria. A ideia era fazer produtos artesanais para um público reduzido, mas a operação escalou rapidamente porque havia pouca oferta e muita procura”, relatou à reportagem do Portal Folha Z.

Ludmilla Silveira à frente da gestão e do desenvolvimento de novos produtos da Quitanda Caliandra | Registro fotográfico de Ruber Couto
O avanço das vendas abriu caminho para a incorporação da Veganita, voltada ao desenvolvimento de laticínios vegetais à base de castanha de caju e óleo de coco, com portfólio que inclui desde queijos tipo brie, muçarela e catupiry a cremes e manteigas.
Sob a estrutura corporativa da Quitanda Caliandra, a empresa expandiu sua presença no mercado, mas o crescimento acelerado expôs as limitações físicas do modelo de fabricação próprio.
“A nossa produção bateu no teto. Existia uma demanda represada que não conseguíamos absorver devido à limitação da nossa capacidade produtiva”, disse Ludimila.
Além da barreira de volume, a rotina de solucionar imprevistos operacionais absorvia a energia dos sócios, desfocando a gestão da expansão comercial.
“Éramos três sócios na linha de frente, constantemente ocupados com urgências que não fazem a empresa crescer. Se ficamos absorvidos pelo cano que estourou, por exemplo, como vamos focar em escalar e conquistar novos clientes?”, questionou a empreendedora.
O cenário vivido pela empresária traduz o desafio clássico das pequenas indústrias de alimentos: o momento em que a intuição artesanal precisa do suporte da pesquisa e da tecnologia para padronizar processos, viabilizar novos produtos e preparar a empresa para ganhar escala com sustentabilidade.
Ciência aplicada e expansão

Apoio técnico e incentivo à inovação viabilizaram o desenvolvimento de processos no chão de fábrica | Imagem: divulgação
A resposta para ultrapassar as barreiras operacionais veio por meio da ciência aplicada.
A Quitanda Caliandra foi uma das empresas selecionadas e aprovadas no Edital Regional de Inovação para Micro e Pequena Indústria, iniciativa conjunta do Sebrae e do Senai Goiás para apoiar e financiar o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores no estado.
Batizada de “Alimentos do Futuro Superfoods Inovação Saudável e Sustentável”, a iniciativa consistiu em cooperação tecnológica voltada ao desenvolvimento de novos produtos com suporte do Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (IST).
O trabalho intensivo de pesquisa resultou em 4 novas formulações vegetais: extrato vegetal, creme de leite vegetal, margarina de castanha de caju para panificação e patê de semente de abóbora.

Produtos da marca Veganita, desenvolvidos a partir de consultoria técnica e P&D | Imagem: divulgação
A imersão técnica transformou não apenas o portfólio, mas a própria visão estratégica sobre o futuro da empresa.
“A parceria com o SENAI funcionou como um catalisador para definir os caminhos da marca. Os produtos eram relativamente complexos e exigiam um treinamento específico para a produção. Foi ali que percebemos o tamanho da nossa demanda e que, para crescer, precisaríamos de uma estrutura fabril maior”, explicou Ludimila.
Diante do diagnóstico técnico e alinhada aos objetivos do programa, a empresa adotou o modelo de produção terceirizada via co-packer.
A manufatura foi transferida para uma estrutura industrial de maior porte em São Paulo, onde a parceira fabril assumiu a execução das formulações desenvolvidas em Goiás, mantendo a Quitanda Caliandra à frente da inteligência do negócio.
Com a gestão desonerada da rotina industrial direta, a diretoria passou a focar na inteligência de mercado, no fortalecimento das mídias digitais e na ampliação da rede de distribuição.
Produtos chegam a mercados estratégicos
Hoje, os produtos desenvolvidos a partir do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) abastecem distribuidores e pontos de venda em 5 praças:
O avanço também consolidou o compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental.
Por utilizarem matérias-primas de origem vegetal, como a castanha de caju e o óleo de coco, os produtos garantem menor impacto nas emissões de carbono, além de incorporarem embalagens recicláveis e priorizarem parcerias com pequenos fornecedores e negócios locais.
A ponte entre o laboratório e a prateleira

Sede do IST Alimentos e Bebidas: estrutura voltada ao desenvolvimento, P&D e análises laboratoriais para indústrias goianas | Imagem: divulgação
A transformação vivida pela Quitanda Caliandra reflete movimento mais amplo de estruturação tecnológica na indústria alimentar de Goiás.
Parte desse trabalho é realizado pelo Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (IST), unidade do Sistema Fieg que atende empresas em três áreas: consultoria regulatória, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e análises laboratoriais.
Em um setor regido por exigências rigorosas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o suporte técnico atua desde a adequação às boas práticas de fabricação, rotulagem e programas de controle de alergênicos até a concepção de novas linhas de produtos e testes de análise sensorial, como explica a gerente da unidade, Fernanda Godoy.
“A indústria de alimentos precisa atender à legislação vigente, e a gente consegue ajudar desde a consultoria com Boas Práticas de Fabricação, rastreabilidade, controle de alergênicos e análise de perigos e pontos críticos, até a implementação de normas internacionais para quem deseja exportar”, pontuou.
Na frente de P&D, o trabalho de laboratório é a chave para tirar projetos do papel e criar produtos competitivos.
“Quando a pessoa quer reinventar, fazer um novo produto ou testar uma ideia inovadora para ver se vai dar certo, a nossa equipe desenvolve essa solução para a indústria. Temos laboratórios de análise físico-química, microbiológica e também de análise sensorial com painelistas treinados”, detalhou a gerente.
Essa busca por inovação científica tem impulsionado a transição da indústria goiana para modelos de economia circular e sustentabilidade.
Ao criar rotas tecnológicas para reaproveitar resíduos que seriam descartados, o SENAI transforma custos operacionais em novas fontes de receita.

Fernanda Godoy, gerente do Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (IST) | Imagem: divulgação
“A inovação hoje é necessária para que a indústria se mantenha competitiva. Não basta mais fazer o ‘arroz com feijão’ sem pensar em aproveitar os resíduos do processo, em inovar no maquinário ou em aplicar tecnologia no processo produtivo. Aquilo que é um problema para a indústria, nós conseguimos transformar em solução e agregar valor, aumentando a receita dessa empresa”, ressaltou Fernanda.
Os resultados dessa abordagem sustentável aparecem em projetos desenvolvidos dentro do próprio instituto. “Recentemente, fizemos um projeto para aproveitar integralmente o pequi e o babaçu, porque hoje a cadeia aproveita apenas cerca de 30% desses frutos. Nós desenvolvemos 5 rotas tecnológicas para aproveitar a casca e a semente, agregando valor a um produto da nossa terra, do Cerrado”, salientou.
“Também desenvolvemos cosméticos a partir de resíduos da indústria alimentícia, como a substituição de esferas polímeras de plástico poluentes por sementes de goiaba da indústria de sucos para uso em sabonetes esfoliantes”, acrescentou a gerente.
No ecossistema de inovação do estado, a aplicação dessas soluções tecnológicas ganha dimensão de grande relevância no fortalecimento da liderança feminina.

Fernanda Godoy destaca a relevância da liderança feminina no setor produtivo goiano | Imagem: divulgação
“É interessante ver mulheres ajudando outras mulheres. Nossa equipe no instituto é 90% feminina, formada por engenheiras de alimentos, químicas, biólogas e farmacêuticas que oferecem assessoria técnica às indústrias. Nas fábricas, as áreas de controle, pesquisa e garantia da qualidade também são ocupadas majoritariamente por mulheres”, destacou a gestora.
O acesso das pequenas empresas a esses serviços também é facilitado por parcerias entre o Sistema Fieg, o Sebrae e programas governamentais de incentivo.
“Por meio de parcerias e programas como SebraeTec e Brasil Mais Produtivo, oferecemos subsídios de até 100% para consultorias e ensaios laboratoriais. Esse apoio permite que pequenas indústrias tenham acesso à tecnologia e ampliem sua competitividade”, concluiu Fernanda.

Dados da indústria apontam a expansão e o avanço das mulheres em postos formais no setor produtivo | Registro feito pelo fotógrafo Ruber Couto
A integração entre liderança feminina, inovação e ganho de escala reflete reconfiguração profunda na estrutura produtiva do país e de Goiás.
Em âmbito nacional, dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) mostram que a indústria de alimentos e bebidas responde, sozinha, por 23,7% do total de postos de trabalho formais ocupados por mulheres na indústria brasileira, afirmando-se como o principal vetor de absorção e ascensão profissional no setor fabril.
No cenário goiano, essa representatividade ganha densidade ainda maior.
Levantamento da Gerência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) revela que a indústria estadual emprega atualmente mais de 108 mil mulheres, das quais 82% estão concentradas na indústria de transformação.

Em termos absolutos, o setor de alimentos lidera emprego feminino em Goiás
Embora outros segmentos tenham maior proporção de mulheres no quadro de funcionários, a fabricação de alimentos lidera em números absolutos de trabalhadoras no estado.
O panorama contrasta com atividades como minerais não metálicos, combustíveis, produtos de metal, e manutenção de máquinas, que ainda preservam quadros predominantemente masculinos.
A presença de mulheres ainda é reduzida em atividades industriais tradicionalmente ocupadas por homens:
Os dados mostram a predominância masculina nesses segmentos da indústria goiana.
A qualificação desse contingente reforça a maturidade operacional do setor no estado.
Perfil das mulheres na indústria goiana
Segundo dados da RAIS:
Os dados revelam perfil de trabalhadoras predominantemente jovens, com escolaridade de nível médio e presença significativa de profissionais com experiência e permanência no emprego.

Em paralelo, dados do Sebrae Goiás indicam que 44% das micro e pequenas empresas ativas no estado já são comandadas por mulheres, gestão caracterizada por forte sensibilidade a nichos sustentáveis e elevada disposição para incorporar inovação e P&D às rotinas fabris.

Letícia Borges: visão estratégica para profissionalizar processos e alavancar a produção | Registro feito pelo fotógrafo Ruber Couto
Assim como a trajetória da Quitanda Caliandra evidencia salto de maturidade no ambiente fabril da capital, a transição entre a tradição familiar e a competitividade industrial moderna encontra no município de Goianira outro exemplo concreto.
Na Moinho de Pedra, fundada em 1996 pelo empresário João Corrêa como uma moageira de fubá em Itapuranga, a grande guinada operacional tomou forma quando a nutricionista Letícia Borges, filha do fundador, assumiu a gestão executiva.
Formada em nutrição em 2013 e movida pelo rigor do controle sanitário e da eficiência operacional, a empresária transformou a estrutura herdada em fábrica de alimentos saudáveis de alcance nacional, responsável por um portfólio de mais de 40 itens e 11 empregos diretos.
A virada na arquitetura industrial ocorreu a partir do ingresso no programa Brasil Mais Produtivo, sob mentoria técnica regional do SENAI.
Com a consultoria, a empresa reorganizou o espaço de produção, reduziu deslocamentos internos e ajustou etapas do processo para diminuir o tempo de ociosidade das equipes.
Na etapa seguinte, as consultorias focadas em segurança alimentar chancelaram a fábrica com o Selo Alimento Confiável, mantido de forma ininterrupta como garantia de padronização dos processos.
“A 1ª consultoria, pelo Brasil Mais Produtivo, foi um divisor de águas. Reduzimos a ociosidade das equipes e as perdas na produção. Depois, avançamos na gestão da qualidade e hoje completamos o quinto ano consecutivo com o Selo Alimento Confiável”, afirmou a empresária Letícia Borges ao Portal Folha Z.

Empresária Letícia Borges destaca os avanços em produtividade alcançados com o suporte do SENAI | Registro feito pelo fotógrafo Ruber Couto
Com as etapas de chão de fábrica ajustadas, a área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) assumiu o protagonismo da marca de Goianira.
Conciliando a prestação de serviços de beneficiamento de grãos para produtores locais com a linha própria de produtos, a indústria dedicou quase 3 anos de ensaios laboratoriais até conceber o Quinozitos, um snack de quinoa 100% natural.
O desafio técnico consistiu em expandir o grão preservando o valor nutricional e dispensando aditivos sintéticos.
A operação é respaldada por práticas de economia circular, unindo a logística reversa de embalagens via selo EuReciclo à destinação integral dos resíduos orgânicos para insumo agrícola e ração animal.
“Foram quase 3 anos de pesquisas e testes até consolidarmos a formulação do Quinozitos. Como nutricionista, eu sabia do potencial da quinoa como superalimento e queria ir além da comercialização em flocos. O grande gargalo foi desenvolver a tecnologia de expansão do grão mantendo a proposta puramente natural, exatamente como exige o consumidor de produtos saudáveis”, sublinhou Letícia.
Tecnologia e gestão inteligente

Letícia Borges aposta na gestão estratégica alinhada à aceleração digital | Registro feito pelo fotógrafo Ruber Couto
A aceleração digital também passou a integrar as diretrizes estratégicas da Moinho de Pedra para sustentar o ritmo de expansão.
A adoção de ferramentas de inteligência artificial e análise preditiva transformou a rotina na fábrica, permitindo o monitoramento em tempo real do rendimento dos maquinários e dos parâmetros de qualidade dos lotes.
A leitura ágil desses dados operacionais reduziu significativamente o tempo entre o diagnóstico de falhas e as correções técnicas, assegurando alta previsibilidade à linha de produção.
“A inovação digital começou na pandemia e hoje usamos inteligência artificial para medir a produtividade e a qualidade na fábrica. A tecnologia permite acompanhar o desempenho das máquinas e analisar dados quase em tempo real, agilizando ajustes e correções”, explicou a gestora.

Rodada de negócios na Expoind 2026: indústria de Goiás de olho no mercado internacional | Imagem: comunicação FIEG
A conformidade técnica e o alinhamento com as tendências globais de consumo projetaram a indústria de Goianira para as ações de internacionalização promovidas pelo setor produtivo.
Esse avanço tomou forma prática durante a Feira de Negócios e Soluções para a Indústria (Expoind 2026), realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, onde a empresa integrou as agendas do Encontro de Comércio Exterior (Encomex).
O interesse despertado pelo Quinozitos durante a feira abriu novas perspectivas para a Moinho de Pedra.
A participação no evento permitiu à empresa apresentar seus produtos a potenciais compradores estrangeiros e ampliar as possibilidades de inserção em mercados internacionais.
“Na Expoind, estivemos no espaço de comércio exterior com compradores da Guatemala, Peru, Argentina e Uruguai, todos muito interessados no Quinozitos. É uma oportunidade de abrir portas no mercado internacional que a gente levaria anos e gastaria muito dinheiro viajando para alcançar, e que tivemos acesso aqui dentro do nosso próprio Estado”, avaliou Letícia Borges.
Futuro da competitividade em Goiás

Governança e inovação guiando os próximos passos da indústria em Goiás | Registro feito pelo fotógrafo Ruber Couto
As experiências da Moinho de Pedra e da Quitanda Caliandra mostram como o acesso à tecnologia e à orientação técnica pode ajudar pequenas indústrias a superar limitações de produção, desenvolver novos produtos e alcançar outros mercados.
Iniciativas como as consultorias do Senai e os programas de incentivo do Sebrae aproximam esse conhecimento da realidade das empresas.
Durante a Expoind, o presidente da Fieg, André Rocha, destacou os desafios para ampliar a competitividade e a produtividade da indústria goiana.

Presidente da Fieg, André Rocha, analisa os caminhos para o fortalecimento do setor produtivo goiano | Imagem: comunicação FIEG
“Nosso maior desafio é fortalecer a indústria goiana, ampliar a competitividade e a produtividade e avançar na reindustrialização do Brasil. Goiás cresce acima da média nacional, mas precisamos continuar avançando. A FIEG está ao lado dos empreendedores, independentemente do porte da empresa, para apoiar o crescimento dos negócios”, afirmou André Rocha.
A experiência da Moinho de Pedra e da Quitanda Caliandra mostra que a inovação industrial não se limita à adoção de máquinas ou tecnologias sofisticadas.
Ela também está no desenvolvimento de novos produtos, na reorganização dos processos produtivos e na capacidade de transformar conhecimento técnico em oportunidades de mercado.
À frente dessas empresas, Ludimila Silveira e Letícia Borges representam movimento que ganha espaço na indústria goiana: o de mulheres que assumem a gestão, investem em pesquisa e tecnologia e encontram caminhos para levar seus negócios além dos limites da produção artesanal.
Com o apoio de instituições de formação e desenvolvimento tecnológico, iniciativas que começam em pequenas fábricas passam a integrar uma cadeia industrial cada vez mais competitiva.






