O caso do assassinato do cabo Walisson em Aparecida de Goiânia completou nessa 3ª feira (5) 471 dias sem nenhuma conclusão para a investigação.

Desde o dia 22 setembro de 2019, quando o policial foi morto, já são mais de 10 mil horas que a família passou sem respostas sobre o crime.

Mãe, irmã e sobrinhos, familiares que Walisson deixou, passaram em 2020 o 2º Natal sem saber quem o matou.

Parentes chegaram a se unir na tentativa de oferecer uma recompensa em troca de qualquer informação que ajudasse a solucionar o caso.

Fizeram passeatas, manifestações e entrevistas para jornal e TV.

A mãe, Anísia Francisca, aos 50 anos, luta incansavelmente para ver o desfecho dessa história.

Mais de 1 ano depois, porém, permanece a dúvida: quem matou Walisson Costa?

Caso do Soldado Walisson continua sem solução | Foto: Rodrigo Estrela
Caso do Soldado Walisson continua sem solução | Foto: Rodrigo Estrela

Investigações

A Folha Z, que acompanha o caso de perto desde o início, entrou em contato com a Polícia Civil (PC) nesta 3ª feira (5) para saber como estão as investigações.

Segundo a assessoria da corporação, a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) de Goiânia apura as circunstâncias em “caráter de absoluto sigilo”.

Ainda conforme a polícia, o inquérito será apresentado à imprensa assim que for concluído.

A princípio nas mãos do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida, a apuração foi transferida para a DIH no final de 2019.

À época, a troca foi justificada pela complexidade do caso, que exigia a estrutura de uma delegacia estadual.

Depois disso, uma equipe de policiais passou a trabalhar exclusivamente para solucionar a morte do soldado.

Segundo o levantamento da reportagem, o inquérito já tem milhares de páginas e inclui imagens de câmeras de segurança que cobrem mais de 10 km da região onde Walisson foi baleado, na Avenida União, Setor Garavelo, em Aparecida.

Informações divulgadas anteriormente revelam que parte da apuração foi realizada fora do Estado, mas a localização exata da diligência não foi revelada.

Até o momento, mais de 60 testemunhas foram ouvidas no inquérito.

Entre as apreensões estão várias armas e munições possivelmente ligadas ao ocorrido.

Por fim, uma Chevrolet S10 que teria sido usado pelo autor dos disparos também está sob análise pericial.

Inquérito do Caso Walisson foi transferido para a Delegacia Estadual de Homicídios de Goiânia (DIH) | Foto: Montagem / Folha Z
Inquérito do Caso Walisson foi transferido para a Delegacia Estadual de Homicídios de Goiânia (DIH) | Foto: Montagem / Folha Z

Relembre o caso

Walisson foi morto no dia 22 de setembro de 2019 dentro de uma viatura descaracterizada com um tiro na cabeça.

De acordo com informações da Delegacia de Estado de Investigação de Homicídios (DIH), uma caminhonete S10 preta emparelhou do lado direito do veículo em que estavam os policiais.

No momento, eles reduziram a velocidade para passar por um quebra-molas na Avenida União.

Foi então que o atirador teria efetuado um disparo, que atingiu o sargento Fábio Marques de raspão, no ombro, e a cabeça do soldado Walisson.

Na sequência, um dos policiais também teria disparado, em revide, na direção da caminhonete, que saiu em disparada.

Os policiais, então, se deslocaram para a UPA Buriti Sereno, onde o sargento baleado de raspão foi atendido.

Já Walisson foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por cirurgia, mas não sobreviveu.

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