Friboi vai recorrer da decisão do PMDB pela sua expulsão

Depois do Conselho de Ética do PMDB decidir nesta segunda-feira (22/6) pela expulsão de Júnior Friboi, a defesa do empresário já afirma que recorrerá da decisão. Por maioria (4 a 2), foi julgada procedente a representação de Durval Mota, que pedia a desfiliação.

Votaram a favor da expulsão os advogados Marconi Pimenteira, Dorival Barsanulfo, Gilmar Mota e Lucas do Vale. Foram contrários à desfiliação: Juliano Rezende e Kowalsky Ribeiro.

Advogado de Júnior Friboi, Felipe Melazzo (Foto: Divulgação)
Advogado de Júnior Friboi, Felipe Melazzo (Foto: Divulgação)

Segundo o advogado de Júnior Friboi, Felipe Melazzo, “prevaleceu a insensatez do Conselho de Ética. Tanto na representação quanto no arrolamento de testemunhas e em todo o decorrer do processo não ficou provada nenhuma das acusações apresentadas por uma única razão: meu cliente não cometeu os desvios apontados pelo representante. Prevaleceram as rixas pessoais e a ilegalidade”, afirmou.

Defesa

Sobre a filiação e a conduta da JBS, Melazzo destaca que Júnior Friboi foi recebido com festa pelo partido em evento marcado pela presença dos mais destacados membros do partido, entre eles o vice-presidente da República, Michel Temer, deputados, prefeitos, vereadores e dirigentes partidários.

Quanto às acusações de ausências ou omissão dos eventos ou deliberações partidárias, a defesa questiona a ausência de provas. “Senhor presidente, no curso de direito aprende-se, logo nos primeiros dias de aula, o que é um processo e que o que não se encontra no mesmo está fora do universo jurídico processual, portanto, não sendo passível de qualquer manifestação sobre afirmações sem qualquer comprovação documental, como é o caso”, diz na manifestação escrita.

Apoio a Marconi

Em sua manifestação escrita, Felipe Melazzo cita que além de 17 prefeitos do PMDB que efetivamente declararam apoio ao candidato do PSDB, o Sr. Iris Rezende, apoiou candidatos de outros partidos. E diz em seguida: “Senhor presidente, em todos esses casos nenhum filiado sofreu a sanção que o representante pleiteia para o representado, que sequer praticou os atos acima citados. Nitidamente, há um contra senso. Há dois pesos e duas medidas. O que, sabemos, não é prática aceitável por este partido de grandes feitos”.

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