Grupo teria vindo para Goiás após ter sua atuação descoberta em São Paulo | Foto: Divulgação/MP
Grupo teria vindo para Goiás após ter sua atuação descoberta em São Paulo | Foto: Divulgação/MP

“O Ministério Público esbarrou na ponta de um iceberg”, afirmou o promotor Douglas Chegury sobre a descoberta de um grupo suspeito de realizar pesquisas eleitorais fraudulentas em vários municípios goianos.

A fala foi feita durante apresentação de informações da operação Leão de Neméia, desencadeada na manhã desta 5ª feira (5).

Investigações apontaram que a empresa IPOP-Cidades & Negócios produziu e divulgou 349 pesquisas suspeitas em 191 dos 246 municípios goianos desde a sua criação, em fevereiro deste ano.

Com o apoio da Polícia Civil, foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão nos municípios de Goiânia e Aparecida de Goiânia, na sede da empresa, e nas residências do proprietário e de uma estatística ligada ao grupo.

MPF

Segundo o promotor Douglas Chegury, as descobertas chamaram a atenção do Ministério Público Federal.

A determinação é para que todos os procuradores eleitorais do Brasil se atentem para esses institutos de pesquisa de forma geral para a forma como essas pesquisas têm sido feitas e custeadas.

“Temos certeza que essa não foi uma prática exclusiva aqui no Estado de Goiás. Certamente outros estelionatários eleitorais tiveram essa mesma ideia de criar empresas que não dispõem da mínima estrutura para fazer um trabalho sério e devem ter feito isso em outras cidades e outros Estados”, afirmou Chegury.

Em Goiás, o Ministério Público Eleitoral (MPE) concentrará as investigações na identificação dos candidatos que se beneficiaram das pesquisas eleitorais fraudulentas realizadas pela empresa Ipop-Cidades & Negócios.

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