Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Reprodução
Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Reprodução

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, Odair José, a morte do soldado Walisson Miranda Costa é o único caso de grande repercussão ainda sem solução em sua gestão à frente da PC.

No cargo desde janeiro de 2019, Odair acompanha as investigações desde o início, em setembro daquele ano, quando o militar de 28 anos foi assassinado com um tiro fatal na cabeça.

Mais de 1 ano depois, não houve conclusão para o caso e nem mesmo um suspeito foi apontado pela polícia.

Mas Odair garante que o ocorrido será desvendado.

Em entrevista à Folha Z nesta 3ª feira (10), o delegado ressaltou que uma equipe de investigadores foi designada para se debruçar sobre o caso.

Delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, Odair José | Foto: José Alves/Folha Z
Delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, Odair José | Foto: José Alves/Folha Z

Perguntado sobre desdobramentos de suspeitas iniciais do envolvimento de policiais no homicídio, Odair disse que não poderia comentar nenhuma especificidade da apuração para não atrapalhar seu andamento.

Mas o delegado garantiu que não foi encontrado nenhum indício capaz de abalar a reputação de Walisson.

Logo, já foram descartadas todas as linhas de investigação que tratavam da possibilidade de envolvimento do militar com a criminalidade.

Relembre o caso

Walisson foi morto no dia 22 de setembro de 2019 dentro de uma viatura descaracterizada com um tiro na cabeça.

De acordo com informações da Delegacia de Estado de Investigação de Homicídios (DIH), uma caminhonete S10 preta emparelhou do lado direito do veículo em que estavam os policiais.

No momento, eles reduziram a velocidade para passar por um quebra-molas na Avenida União.

Foi então que o atirador teria efetuado um disparo, que atingiu o sargento Fábio Marques de raspão, no ombro, e a cabeça do soldado Walisson.

Na sequência, um dos policiais também teria disparado, em revide, na direção da caminhonete, que saiu em disparada.

Os policiais, então, se deslocaram para a UPA Buriti Sereno, onde o sargento baleado de raspão foi atendido.

Já Walisson foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por cirurgia, mas não sobreviveu.

PC realizou reconstituição da morte de Walisson | Foto: Divulgação / Polícia Científica de Goiás
PC realizou reconstituição da morte de Walisson | Foto: Divulgação / Polícia Científica de Goiás

Relembre as etapas da investigação

A princípio nas mãos do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida, a apuração foi transferida para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia no final de 2019.

À época, a troca foi justificada pela complexidade do caso, que exigia a estrutura de uma delegacia estadual.

Segundo o levantamento da reportagem, o inquérito já tem milhares de páginas e inclui imagens de câmeras de segurança que cobrem mais de 10 km da região onde Walisson foi baleado, na Avenida União, Setor Garavelo, em Aparecida.

Informações divulgadas recentemente revelam que parte da apuração foi realizada fora do Estado, mas a localização exata da diligência não foi revelada.

Até o momento, mais de 60 testemunhas foram ouvidas no inquérito.

Entre as apreensões estão várias armas e munições possivelmente ligadas ao ocorrido.

Por fim, uma Chevrolet S10 que teria sido usado pelo autor dos disparos também está sob análise pericial.

Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM
Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM

LEIA MAIS: 1 ano sem o soldado Walisson: investigação avançou para outro Estado


Acompanhe tudo que acontece em Aparecida de Goiânia seguindo a Folha Z no Instagram (@folhaz), no Facebook (jornalfolhaz) e no Twitter (@folhaz)

Comentários do Facebook