Família de Walisson Miranda em seu velório, em 2019
Família de Walisson Miranda em seu velório, em 2019 | Foto: Sgt. Luiza / PMGO

A família de Walisson Miranda Costa, policial militar morto em setembro de 2019, passará o 2º Natal sem ele e sem nenhuma informação que ajude a solucionar o caso.

O militar deixou mãe, irmã e sobrinhos.

A mãe, Anísia Francisca, aos 50 anos, luta incansavelmente para ver o desfecho dessa história.

Parentes chegaram a se unir na tentativa de oferecer uma recompensa em troca de qualquer informação que ajudasse a solucionar o caso.

Fizeram passeatas, manifestações e entrevistas para a jornal e TV.

Mais de 1 ano depois, porém, permanece a dúvida: quem matou Walisson Costa?

Mãe de Walisson, Anésia Francisca, pede esclarecimentos sobre a morte do filho
Mãe de Walisson, Anésia Francisca, pede esclarecimentos sobre a morte do filho | Foto: Reprodução / TV Anhanguera

Relembre o caso

Walisson foi morto no dia 22 de setembro de 2019 dentro de uma viatura descaracterizada com um tiro na cabeça.

De acordo com informações da Delegacia de Estado de Investigação de Homicídios (DIH), uma caminhonete S10 preta emparelhou do lado direito do veículo em que estavam os policiais.

No momento, eles reduziram a velocidade para passar por um quebra-molas na Avenida União.

Foi então que o atirador teria efetuado um disparo, que atingiu o sargento Fábio Marques de raspão, no ombro, e a cabeça do soldado Walisson.

Na sequência, um dos policiais também teria disparado, em revide, na direção da caminhonete, que saiu em disparada.

Os policiais, então, se deslocaram para a UPA Buriti Sereno, onde o sargento baleado de raspão foi atendido.

Já Walisson foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por cirurgia, mas não sobreviveu.

PC realizou reconstituição da morte de Walisson | Foto: Divulgação / Polícia Científica de Goiás
PC realizou reconstituição da morte de Walisson | Foto: Divulgação / Polícia Científica de Goiás

Relembre as etapas da investigação

A princípio nas mãos do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida, a apuração foi transferida para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia no final de 2019.

À época, a troca foi justificada pela complexidade do caso, que exigia a estrutura de uma delegacia estadual.

Segundo o levantamento da reportagem, o inquérito já tem milhares de páginas e inclui imagens de câmeras de segurança que cobrem mais de 10 km da região onde Walisson foi baleado, na Avenida União, Setor Garavelo, em Aparecida.

Informações divulgadas recentemente revelam que parte da apuração foi realizada fora do Estado, mas a localização exata da diligência não foi revelada.

Até o momento, mais de 60 testemunhas foram ouvidas no inquérito.

Entre as apreensões estão várias armas e munições possivelmente ligadas ao ocorrido.

Por fim, uma Chevrolet S10 que teria sido usado pelo autor dos disparos também está sob análise pericial.

Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM
Cortejo fúnebre e sepultamento do Soldado Walisson Miranda Costa | Foto: Sargento Luiza / PM

Walisson Miranda é promovido a cabo 1 ano após sua morte


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