
Nos bastidores, a avaliação é que um novo nome poderia gerar disputa por espaço e influência
Leandro Vilela não deve indicar outro vereador para ocupar a liderança do governo na Câmara de Aparecida.
Nos bastidores, a estratégia do prefeito é manter a articulação diretamente com os vereadores da base, sem concentrar a interlocução em um único nome.
A conta do Paço é simples: 23 dos 25 vereadores estão alinhados ao governo, o equivalente a 92% da Câmara.
A base de Leandro como própria interlocutora
Para a gestão, maioria tão ampla reduz a necessidade de um líder formal.
Os próprios vereadores podem levar demandas ao Executivo e atuar na interlocução com a Prefeitura.
25 vereadores na Câmara;
23 na base de Leandro;
2 na oposição;
92% da Câmara alinhada ao governo;
8% na oposição.
A avaliação interna é que uma liderança formal ganha mais importância quando o prefeito enfrenta oposição numerosa e articulada.
Leandro evita nova disputa interna
Há também cálculo político.
A escolha de novo líder poderia abrir disputa por espaço dentro da própria base.
O vereador escolhido ganharia protagonismo, acesso e poder de negociação, o que poderia criar mais uma frente de articulação interna.
Por isso, a tendência é que Leandro mantenha o diálogo distribuído entre os vereadores, sem nomear um substituto para Gleison Flávio.
Experiência recente pesa na decisão
A estratégia não seria inédita.
Antes da escolha de Gleison, em maio, a Câmara passou período sem representante formal do Executivo.
Gleison deixou a liderança em 9 de setembro, após relatar dificuldades de diálogo com o prefeito e afirmar que estava sem elo com o Executivo.
Mesmo assim, declarou que continuaria na base governista.
Na oposição estão somente Felipe Cortez (Mobiliza) e Lipe Gomes (PSDB).
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