
Moradores poderão ganhar dinheiro ao denunciar quem joga lixo irregularmente na Capital
Moradores de Goiânia poderão receber dinheiro por denunciar casos de descarte irregular de lixo na cidade.
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O prefeito Sandro Mabel enviou à Câmara projeto de lei que cria recompensa para denúncias comprovadas que resultem em multas aplicadas aos infratores.
A proposta começou a tramitar nesta 3ª feira (26) e prevê o pagamento de 20% do valor efetivamente arrecadado com as multas por descarte irregular de lixo na Capital.
Na prática, o denunciante poderá receber entre R$ 106,98 e R$ 648,40, a depender da gravidade da infração e do valor recolhido pela Prefeitura.
Quanto serão as multas?
O projeto estabelece quatro níveis de infração:
Leve: 33% do salário mínimo (R$ 534,93);
Média: 50% do salário mínimo (R$ 810,50);
Grave: 1 salário mínimo (R$ 1.621);
Gravíssima: 2 salários mínimos (R$ 3.242).
Em caso de reincidência, a multa poderá ser aumentada em 50% na 1ª reincidência e em 100% a partir da 2ª.
Segundo o texto, o regulamento da futura lei deverá definir critérios objetivos para classificar a gravidade da infração, considerando fatores como volume do material descartado, local da ocorrência, reincidência, danos causados e circunstâncias agravantes ou atenuantes.

Prefeito Sandro Mabel | Foto: Divulgação
A proposta proíbe o descarte irregular de lixo, resíduos e materiais em desacordo com a legislação municipal em vias públicas, calçadas, praças, parques, áreas verdes e demais espaços públicos.
Entre os materiais citados no projeto estão:
embalagens;
papéis;
plásticos;
restos de alimentos;
móveis;
entulho;
restos de poda;
resíduos da construção civil;
eletrodomésticos;
objetos inservíveis.
Para ter direito à recompensa, a denúncia deverá conter elementos probatórios, como fotos, vídeos, depoimentos, documentos ou coordenadas geográficas que ajudem a comprovar a irregularidade.
O pagamento será feito apenas ao primeiro denunciante que protocolar o caso, sendo proibido o repasse a mais de uma pessoa pela mesma infração.
Os autos de infração serão lavrados por agentes públicos responsáveis pela fiscalização, que deverão registrar o local da ocorrência, identificação do infrator, descrição do fato e provas do descarte irregular.
Assim como já ocorre em denúncias ligadas a pichações, não poderão receber recompensa:
agentes públicos envolvidos na fiscalização, julgamento ou cobrança da multa;
o infrator ou coautor da irregularidade;
cônjuges e parentes consanguíneos dos envolvidos.
O projeto prevê que o dinheiro arrecadado com as multas será usado no pagamento das recompensas e destinado à Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para ações de limpeza e manutenção da cidade.
Na justificativa enviada à Câmara, Sandro Mabel afirma que a proposta busca endurecer o combate ao descarte irregular e incentivar a população a denunciar infratores.






