
Votação de 17 a 4 consolida ex-deputado e destrava articulações da chapa em Goiás

O placar de 17 votos a 4, entre 21 aptos a votar (19 membros, a presidente estadual Adriana Accorsi e o líder da bancada na Alego, Mauro Rubens), mostra que houve decisão relativamente consolidada dentro do grupo de trabalho do PT.
Valério Luiz Filho acabou isolado politicamente, com apenas 4 votos.
Atenção: Ao copiar material produzido pela Folha Z, favor citar os créditos ao site. Bom jornalismo dá trabalho!
O resultado sugere que, embora houvesse espaço para debate, o partido optou por definição rápida e majoritária para destravar a montagem da chapa.
Politicamente, a votação dá legitimidade a Luís Cesar Bueno como nome partidário, especialmente porque ele tem trajetória consolidada: foi 3 vezes vereador por Goiânia, 4 vezes deputado estadual e já disputou o Senado pelo PT.

Valério Luiz, Adriana Accorsi e Adriana Accorsi | Foto: Reprodução
Nos bastidores, a preferência do núcleo político ligado ao presidente Lula era pela deputada federal Adriana Accorsi.
O motivo é estratégico: ela é considerada o nome de maior densidade eleitoral do PT em Goiás, teria potencial para fortalecer a identidade partidária e mobilizar a militância com o número 13 nas urnas.
Levantamentos internos do partido apontariam Adriana variando entre 10% e 14%, índice visto como razoável para nome de oposição em Goiás.
A avaliação no PT nacional é de que a deputada teria maior força eleitoral e simbólica em um estado onde a esquerda enfrenta dificuldades históricas nas disputas majoritárias.
O nome da vereadora por Goiânia Aava Santiago surgiu nas discussões internas, mas sem avanço concreto.
Isso porque, segundo relatos internos, Aava tem mantido o foco na disputa para deputada federal em 2026, o que reduz o incentivo político para entrar em candidatura majoritária de maior risco.
Na prática, o debate em torno dela parece ter servido mais como teste de cenário do que como construção efetiva de candidatura.
A escolha de Luís Cesar pode indicar tentativa do PT de equilibrar 2 objetivos:
Preservar Adriana Accorsi para outro papel eleitoral, evitando colocá-la em disputa considerada difícil;
Garantir palanque petista próprio em Goiás, sem abrir mão da cabeça de chapa dentro da Frente Democrática.
Ao mesmo tempo, a definição parece ter efeito imediato: destravar as negociações para Senado, vice e suplências, já que a indefinição sobre o nome do governo travava o restante da composição.






